sábado, 13 de julho de 2019

SEMANA DE DESASTRES

Vencidos: A classe trabalhadora

Vencedores: Empresários e banqueiros



Encerramos mais uma semana de ataques contra a classe trabalhadora e a todos que algum dia de sua vida gostaria de se aposentar, e ainda curtir com saúde os "melhores" anos de sua vida, que alguns denominam de terceira idade.
Mas porque os vencidos foram os trabalhadores? Penso que além da  Nova previdência, outro fator foi importante para a derrota da nossa classe foi a MP 881/2019, com o relatório do Deputado gaúcho Gerônimo Goergen -PP- que levará ao fim dos poucos direitos dos trabalhadores que ainda restaram depois do Congelamento dos gastos públicos, lei das terceirizações, reforma trabalhista do TEMER e agora dos ataques do governo Bolsonaro. Lamentamos esse desmonte e ainda o pior, tem trabalhador que ainda não acordou para a realidade. Veja o absurdo contra a nossa classe:


Porque os empresários ganharam essa semana? Só ver que, como já dissemos, as reformas começaram com o Temer e seguiriam com um novo governo de direita no poder. Por isso que teu patrão criou a imagem da esquerda como um verdadeiro vilão, para ele, somente ele, ser beneficiado. 
Onde os bancos ganharam, principalmente os que mexem com aposentadorias, fundos de pensão, ou títulos de capitalização. Mas como assim a capitalização não entrou na reforma, ledo engano, pegou todos os servidores públicos e de todas as esferas, justamente aqueles que tem a renda fixa, estão obrigados a fazer capitalização se quiserem ganhar algo a mais depois de aposentados, esse a mais é continuar com o mesmo padrão de vida da ativa, aí ao longo de sua vida o trabalhador deposita no banco seu dinheiro, o banco usa esse dinheiro, inclusive podendo emprestar de volta ao dono por um juro maior. Grande negócio não?
Mas qual o motivo de incluir o funcionário público e não todos trabalhadores nesse momento? SIMPLES, os funcionários públicos tem renda fixa e teoricamente são estáveis, e aí não haverá NENHUMA PERDA DOS BANCOS. QUE MARAVILHA, NÃO? 
Ah, o banco vai investir TEU dinheiro, se tiver perdas, a PERDA É TUA, se tiver GANHO, SERÁ A MAIORIA DO BANCO.

Mas a capitalização ainda não está descartada, verão como se comporta, se não der o devido lucro, entra por lei complementar, que não precisa de votação qualificada, aí pode passar por maioria simples, ou seja a qualquer momento. 

Essa foi parte de nossa semana... Tá loko, e tem gente aplaudindo. 

Documentos: 

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2192459

https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=7979613&ts=1562879319183&disposition=inline

domingo, 28 de abril de 2019

Medida Provisória AUMENTARÁ O PREÇO DA ÁGUA E SEU CHIMARRÃO CUSTARÁ MAIS.

Nessa semana estivemos em Brasília na luta contra a MP 868/2018 que AUMENTARÁ O PREÇO DA ÁGUA. Tempos muito difíceis que estamos enfrentando como sociedade Brasileira, mas eu penso que, assim como no lar muitas vezes temos que passar por provações e dificuldades para realmente valorizar o que temos e tivemos.

Essa medida foi editada pelo governo TEMER/BOLSONARO afinal os dois são a mesma coisa, contra o pobre e o trabalhador.

Mas a MP trata da destruição do saneamento público e a entrega de nosso bem mais precioso para a saúde e para a vida que é a ÁGUA. As empresas privadas que somente visam LUCRO querem esse filé e o governo entreguista está plenamente de acordo com essa situação. Mas se eles querem nosso "SANGUE" até terão, mas somente no final, enquanto tivermos forças vamos resistir por nós, pela sociedade que foi iludida e também pelos menos favorecidos que certamente serão os maiores atingidos com esse CRIME contra as pessoas, aliás pessoas são VOCÊ e EU. Não bastasse a sede do governo pela REFORMA da PREVIDÊNCIA, tem muitas coisas que estão na pauta, exatamente para confundir e desnortear a sociedade.
Gostaria mesmo que os VEREADORES E PREFEITOS de nossos municípios tivessem uma posição sobre o tema, mas uma posição bastante clara visando não os interesses pessoais e sim os interesses da sociedade, pois sabemos que municípios pequenos e médios serão 'privados' dos serviços de saneamento, pois a privada somente quer lucro.

Veja bem, não somos contra empresários, eles devem existir para a geração de emprego, somos contra tornar a sociedade refém de empresas que dirão se as pessoas podem ou não beber água, esse é o crime.

Estivemos em reunião com o relator da matéria Tasso Jereissati do PSDB, que fez um relatório absolutamente destruidor para o saneamento e na sessão da CMMPV, conversando com a liderança do governo a deputada Joice Hasselmann, que até nos ouviu e sabe que estamos certos, mas segue firmemente a cartilha do Paulo Guedes que veio para vender o Brasil, sem dó e piedade do povo brasileiro, e não é só lá não, aqui no Estado o Eduardo Leite segue a mesma cartilha.


O saneamento tem que evoluir sim, mas não privando a sociedade dos serviços de saneamento.

Uma pergunta para finalizar, se alguém souber responder ficaria feliz, onde é que existe uma obra privada, seja de qualquer natureza que não haja um derrame de dinheiro público, direta ou indiretamente.

Sobre o relatório da MPV 868/2018 segue o linck para quem quiser se informar sobre a medida e o fatídico relatório, uma pena que está acontecendo em nosso país, mas essa é a realidade.


https://legis.senado.leg.br/comissoes/comissao;jsessionid=A9236C5D18318F29B6A1E15764E4798D?0&codcol=2237
Hoje lembramos os trabalhadores vítimas de ACIDENTE E DOENÇA DO TRABALHO.
NADA A COMEMORAR.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Edir Macedo foi injustiçado!

Entendo que ao ser cassado o passaporte diplomático do Edir e de sua esposa foi uma injustiça com esse cidadão que, mesmo que muitos não gostem, decidiu 4 das últimas 5 eleições. Explico, entendo que para onde a Igreja Universal pende, a eleição está ganha, e nada mais justo que entregar para esse cidadão esse título. E olha que não estou brincando e nem sendo irônico, eu acredito sinceramente no que estou escrevendo. 

O Edir Macedo é uma personalidade de nosso país, e isso não tem como negar, pois todos os brasileiros conhecem ou já ouviram falar nele, é a legítima definição ou você ama, ou você odeia o cara, mas ele é uma personalidade por tudo que já foi dito e visto sobre esse homem. 

Sem contar a palavra de DEUS que ele espalha pelo mundo afora, se ele usa de forma errada seus dons não tenho nada a ver com isso, mas quantas pessoas ele e sua igreja já tiraram da morte certa? Não há como contar, mas com certeza são milhares ou ainda mais ousado, milhões. A Igreja Universal tem toda uma estrutura onde leva pessoas a Cristo, repito, não entro no mérito do comportamento e sim da mensagem. O pŕoprio Cristo disse, fale de minha palavra pois jamais voltará vazia. 

Enfim, muito se falou sobre esse passaporte mas para o povo que ganha salário mínimo, esse passaporte ou nada é a mesma coisa, não traz nenhum prato de arroz e feijão pra mesa de ninguém, assim como a bolsa de valores, dólar, etc., isso só interessa ao mercado e aos grandões que comandam essa nave que se chama Brasil.

Fico por aqui, muita coisa poderia ser dita sobre isso, mas prefiro terminar. 

Deus no comando. 

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/04/justica-federal-anula-concessao-de-passaporte-diplomatico-para-edir-macedo.shtml



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Olá a tod@s,

Estamos reativando nosso canal de informações para Capão da Canoa, e também trazendo informações gerais dos poderes públicos em todas as esferas.

Objetivo é deixar a população esclarecida com as mais diversas notícias que movimentarão a política e a vida da população brasileira nos próximos dias.

Um grande e fraterno abraço,

Arilson Wunsch

segunda-feira, 12 de março de 2012

Manifestação contra privatização da água

Centenas de pessoas participaram, na última sexta-feira, de um protesto pelas ruas do Centro de Porto Alegre contra o processo de privatização da água. Vestindo camisetas brancas e carregando bandeiras, os manifestantes buscaram chamar atenção da população para os processos de Parceria Público Privadas (PPP) que estão sendo firmadas na área do saneamento no Estado.

O movimento, que começou na Usina do Gasômetro, seguiu pela rua dos Andradas até o Largo Glênio Peres, foi promovido por diversas entidades nacionais. Segundo o secretário-geral do Sindiagua/RS (uma das entidades envolvidas), Arilson Wunsch, muitos governos estão tratando a água como mercadoria. Ele alertou que há muitos conglomerados estrangeiros interessados em lucrar com o consumo de água. "Esse assunto infelizmente não recebe o espaço adequado e acaba não sendo discutido. A população precisa saber o que está sendo tratado e como isso poderá prejudicar a todos. A água é uma das necessidade mais básicas da humanidade e deve ter o tratamento adequado", afirmou.

O tema será levado, entre os dias 21 e 23 de março, ao II Fórum Internacional de Gestão Ambiental "Água e Comunicação: Uma Relação Vital" que será realizado no Teatro Dante Barone, da Assembleia, com organização da Associação Riograndense de Imprensa (ARI). Com este Fórum, a ARI quer promover um debate avançado sobre os cuidados com recursos naturais e mostrar que é necessária a participação da sociedade civil organizada para uma gestão moderna do meio ambiente.

Informações sobre o evento podem ser obtidas no site www.figambiental.com.br, pelo e-mail figa@inoveeventos.srv.br e pelo telefone (51) 3226-6619.

Fonte: Correio do Povo

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ciclistas do mundo, uni-vos!, por Jorge Barcellos*

Nos Estados Unidos, uma propaganda ironizava estudantes que iam para a faculdade de bicicleta, mostrando um ciclista sendo ultrapassado por uma bela moça em um carro. Muito criticado, o anúncio, que terminou retirado, encerrava-se com a frase “Deixe de pedalar... comece a dirigir”. O contrário bem que poderia ser o tema do 1º Fórum Mundial da Bicicleta, a ser realizado em Porto Alegre nos próximos dias. “Deixe de dirigir... comece a pedalar” é a utopia que só pode surgir na sociedade onde o automóvel cobra alto preço por sua existência. Mas, para que o seminário dê frutos e não se transforme em apenas mais um evento da Capital, seus participantes terão de responder a duas questões essenciais.

A primeira é como recuperar a necessidade da velocidade democrática. Quando foi inventado, o automóvel proporcionou a experiência inédita de andar mais rápido que diligências, carruagens, trens e bicicletas. Antes, a velocidade era democrática: todos andavam na mesma velocidade, diz André Gorz. O carro estabeleceu uma velocidade de deslocamento para a elite e outra para o povo. Mais: ele gerou uma nova forma de alienação, já que, enquanto o ciclista é capaz de consertar seu veículo, o motorista torna-se dependente de especialistas que cobram caro por seus serviços. Num mundo onde todos querem ir a qualquer lugar mais rápido, como colocar a necessidade de ir devagar?

A segunda questão é como transformar o ciclismo em questão política. No passado, no tempo em que a distância entre o mundo onde se vive e o mundo onde se trabalha era menor, a bicicleta era um bem comum e a maioria dos trabalhadores a possuía para trabalhar. Fazia parte, portanto, dos procedimentos relativos à vida nas cidades – da pólis, daí política – o uso da bicicleta. Paradoxalmente, o que despolitizou o ciclismo foi o seu afastamento das camadas populares, transformado em esporte de elite, e a progressiva transformação do automóvel de bem de elite para bem popular. Hoje, quase todo mundo tem carro mas muitos não têm bicicleta. Tornamos as cidades inabitáveis ao deixarmos de ser proprietários de bicicletas para nos tornarmos consumidores de automóveis.

Mas politizar o ciclismo não é apenas pensá-lo somente no campo das políticas de mobilidade, atual estágio da discussão. É preciso ir mais além, pensar o bicicletar como um novo humanismo – “Pedalo, logo existo” –, como diz Marc Augé. Não optamos pela bicicleta porque gasta menos energia ou polui menos, argumento produtivista que esquece o mais importante: optamos pela bicicleta porque ela possibilita ao cidadão experienciar a cidade como espaço de aventura, lugar de descobertas, possibilitando às pessoas se encontrarem em vez de ficarem reclusas em suas casas com medo da violência. A bicicleta transforma a vida social, aprende-se a “pedalar junto”, e isto ajuda os cidadãos a tomar consciência de si mesmos e dos lugares que habitam.

Quem diria! O velho sonho comunista encontrou uma forma secreta para retornar, agora sem sangue e sem revolução: a partir de um mundo onde simples bicicletas são de todos, onde podemos pegá-las onde quer que estejamos para deixá-las logo adiante para outra pessoa, reinventamos a ideia de bem comum tão cara à esquerda. Não é o que as experiências ciclísticas de Barcelona e Paris já mostram? A Revolução Ciclista ainda não se consumou. É preciso fazê-la o quanto antes. Ciclistas do mundo, uni-vos!

*DOUTORANDO EM EDUCAÇÃO/UFRGS

*matéria publicada no jornal Zero Hora do dia 24/02/2012

Multiplicadores de pedaladas

De tanto ver o chefe chegar ao trabalho de bicicleta, em Blumenau (SC), surgiu a reivindicação: os funcionários queriam fazer o mesmo. A partir daí, o empresário gaúcho Eldon Jung já forneceu bikes a mais de 20 colaboradores, com a promessa de que, se as usassem por um ano, ficariam com elas em definitivo.

Aos 71 anos, Jung aparenta menos. Conta que deixou de fazer duas cirurgias devido às pedaladas. O humor também evoluiu. Quando ia de carro, os empregados que conversavam no intervalo saíam de perto se ele se aproximava, temendo repreensão. Isso mudou com a bicicleta.

– Na época, meus filhos disseram que eu não precisava ir todos os dias à empresa. Depois, vieram me perguntar por que eu quase não aparecia. Disseram que os colaboradores gostavam quando eu estava lá. Isso quer dizer que eu mudei – diz Jung, criador da ABCiclovias.

Outra pessoa que influenciou costumes foi a cientista social Renata Signoretti, 25 anos. Moradora da Capital, ela faz em 20 minutos o percurso até o campus central da UFRGS, onde trabalha. Lá, espalhou a paixão pela bicicleta e ganhou a adesão da chefe.

– Ela entrou para o Massa Crítica (grupo que incentiva o uso de bicicletas). Além disso, conseguiu um bicicletário para o Salão de Atos da UFRGS – comemorou.

Ande com cuidado
- Andar de bicicleta faz bem para a saúde e é divertido. Mas é importante seguir regras.
- Crianças não devem andar perto de carros. Precisam ir a um lugar seguro, como um parque.
- É bom ficar a uma distância segura de outras pessoas e bicicletas, para ninguém se ferir.
- Materiais de proteção, como capacetes, evitam machucados mesmo se a pessoa cair.

*matéria publicada no jornal Zero Hora do dia 24/02/2012

Hora de acordar para a bicicleta

Embora muitos brasileiros relacionem sofisticação à posse de automóveis, é a bicicleta que ganha terreno como símbolo de desenvolvimento. A circulação maciça sobre duas rodas em cidades do Primeiro Mundo, onde a alternativa chega a ser oferecida quase de graça à população, demonstra que pedalar se consolidou como um modo de vida nas nações mais civilizadas.

Uma das razões para isso é que as principais cidades desses países enfrentaram antes dilemas como falta de espaço, problemas de trânsito e excesso de poluição – elementos que os porto-alegrenses discutem desde ontem até domingo no Fórum Mundial da Bicicleta. Conforme a diretora de projetos e operações da ONG Embarq Brasil, Daniela Facchini, o uso das bicicletas já faz parte da cultura da população, principalmente na Europa.

– Aqui, o carro ainda é visto como símbolo de status. Lá, há uma conscientização sobre questões como trânsito e ambiente, que começa nas escolas – afirma.

Essa relação se reflete em números. As 20 cidades consideradas mais favoráveis ao uso da bicicleta, de acordo com relatório da consultoria dinamarquesa Copenhagenize, estão em países com PIB anual per capita médio de US$ 36 mil – enquanto a cifra mundial é três vezes menor.

Em comparação ao topo da lista, percebe-se o quanto Porto Alegre está distante. Enquanto a primeira colocada, Amsterdam, na Holanda, tem mais de 400 quilômetros de ciclovias, a Capital soma cerca de oito quilômetros – 50 vezes menos. Mas a infraestrutura necessária para que se use a bicicleta como meio de transporte – e não apenas de lazer – é bem mais complexa.

– São necessários estacionamentos próprios, tanto em pontos de conexão com outros meios de transporte, quanto nos locais de trabalho – sustenta Daniela.

As vantagens de se deslocar sobre duas rodas de forma rotineira, conforme o professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) João Fortini Albano, são inúmeras. No espaço onde cabe um carro, é possível estacionar 10 bicicletas. Em distâncias de 400 metros a 1,5 quilômetro em grandes cidades, o trajeto é percorrido mais rapidamente sobre duas rodas. E tudo isso sem impacto ambiental – a cada 5 mil bicicletas em circulação, deixam de ser lançadas 6,5 toneladas de poluentes na atmosfera.

Essas comparações estimulam projetos como a oferta de bicicletas públicas, a exemplo de Paris.

– Na Europa, há uma conscientização muito grande. Aqui, estamos acordando para isso e percebendo que bicicleta não é só para o deslocamento do pobre ou o lazer do rico. É solução de problemas – observa Albano.

Conforme Albano e Daniela, a situação vem melhorando – como exemplifica o caso do arquiteto da Capital Fabrício Schwendler, 35 anos. Ele pedala de casa, em Ipanema, na Zona Sul, até o trabalho, na Cidade Baixa.

– Sempre que vou ao escritório de bike chego mais disposto. Consigo me desligar mais do mundo, faço quase que uma meditação durante o percurso. De carro, me sinto mais preguiçoso – afirma.

*matéria publicada no jornal Zero Hora do dia 24/02/2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O míope dá uma no prego e outra na ferradura!


Ao escrevermos sobre determinado assunto, e externá-lo numa mídia, nem sempre e sadio e sábio fazê-lo só com a convicção pessoal e não olhar o todo, sob pena de dar uma martelada na própria mão.
É o caso das várias opiniões sobre as cotas na Educação, por exemplo, que além de tratar-se um princípio constitucional, finaliza-se também de fraternidade entre os humanos racionais (?), tratando-se assim de aplicar o dever do Estado das chamadas Políticas Afirmativas de composição para chegar a outro princípio fundamental que é a igualdade de condições.
Quando alguém externa que é contra cotas destinadas a determinado segmento ou estrato social, além de estar utilizando-se da liberdade de expressão, faz pressão contra a liberdade do conhecimento do outro, que talvez faça parte das minorias representadas nas casas legislativas, sendo que este pensamento representa tão somente seu umbigo!
Na Educação as cotas tem a função de garantir que o passado das capitanias hereditárias, do período imperial e escravocrata, do coronelismo, da exceção democrática da ditadura, não se instale e perpetue o “se sou branco, sou contra as cotas” só estou perpetuando tudo o que a história sempre contou: “os europeus ricos chegavam, traficavam pessoas, os escravizam, negros e índios, como mão-de-obra gratuita e não davam nada em troca, nem ao reino e sequer aos humanos”, contrariando até mesmo seus compatriotas iluministas. Se sou negro, índio, e depois europeu pobre, terei toda a história contra mim.
Esta é a função de um Governo democrático e fraterno. Levar a todos a Educação sem olhar a cor da pele, a religião, a ascendência ou descendência, condição econômica, mas mirando as oportunidades históricas de cada um, para não perpetuar as condições adversas construídas nos espaços temporais anti-humanos.
Reservar percentuais a uma determinada categoria, classe, estamento, é o fiel cumprimento da Carta maior constitucional, pois tratar os desiguais com desigualdade é a mais pura igualdade. Se dermos condições de acesso à Educação, à Saúde, à Segurança, à Justiça, ao Saneamento, públicos, vou ter mais subsídios para o convencimento destes à lutas sociais do bem secular. Se determinado serviço está entre as funções e determinações do Estado, e “é um bem de todos”, não posso ser contra um determinado acesso através das cotas, se depois os analfabetos não sabem a diferença entre o que é Público e Privado. Como vou explicar a diferença que faz isto para a sociedade se a esta mesma sociedade eu tratei de impedir o serviço a serem prestados.
Como vou a casa de um morador de minha cidade pedir, por exemplo, que assine determinado abaixo-assinado pela permanência do setor de saneamento como público, se eu mesmo fui contra talvez a que o filho, o amigo ou parente daquele a quem peço a assinatura não acessasse a Educação pública. Estarei fomentando a luta “na classe” e não “de classes”. Àquele que talvez teve sua oportunidade impedida por alguém que não deseja que certos direitos (Educação) sejam garantidos, vai estar legitimamente dizendo a aquele que quer seu direito garantido, como no exemplo acima, o Saneamento Público, que concorda com o acesso das empresas privadas no saneamento, água e esgoto, etc... Único vencedor nesta disputa é o capital financeiro-especulativo.
Sem fazer qualquer defesa do governo federal atual, mas tem-se visto que existem investimentos, tanto em Educação, comprando inclusive vagas nas escolas privadas para que os menos possuídos as integrem, como no Saneamento, e estamos na luta para cobrar o Estado de sua função social. Mas não posso só pensar no meu umbigo.
Depois que o filósofo Descartes descobriu com seu “cogito, ergo sum” ou o “penso, logo existo”, no século VXII, não tratava-se de pensar somente em mim próprio, mas no conhecimento que poderia obter com o outro, somado também de saber que as relações com o outro também deveriam fazer parte das minhas convicções. Hoje, em pleno XXI isto deve ser uma realidade para o “nós” deixando de lado o “eu”. Escrever à convicção de que o não acesso a qualquer bem material do outro não é possível, estou retornando ao período da inexistência do ser humano na Terra.
 Roberto Barros e David Barros - estudantes de universidade pública, não cotistas;
David Barros - Sociólogo

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Que país é esse? Este é o Brasil!

Nos anos 80, um refrão sacudiu a inquietude de um povo que sabia morar num país rico, mas não via prosperar a massa geradora dessa riqueza. “Que país é esse?”, perguntava a Legião Urbana, denunciando que “nas favelas, no Senado, sujeira pra todo lado...”. E a cutucar nossa alienação, a letra de Renato Russo ironizava: “Mas todos acreditam no futuro da nação”.

O rock fez sua parte chamando-nos à atitude. Pois, se é verdade que somos brasileiros e nunca desistimos, também é fato que até a estabilização da moeda e até algum tempo depois, quem pagava a conta das crises financeiras eram os trabalhadores. Assim, projetar um futuro bom para o povo flertava com a irresponsabilidade.

Era mesmo difícil imaginar que, em apenas três décadas, o Brasil estaria ensinando ao mundo rico a impossibilidade de um desenvolvimento sem distribuição de renda e inclusão social. Mais difícil era crer que aquele país se tornaria a sexta economia do mundo e seria comandado por uma mulher que não tem o menor pendor para o populismo.

Mas nossa esperança teimosa provou sua força e, hoje, somos uma nação que tem voz nos dois hemisférios. E não por estar entre as grandes potências, mas por ter chegado até aí dividindo o bolo da riqueza. Hoje, se alguém pergunta que país é esse, qualquer um pode dizer: este é um país cuja presidenta eleita pelo voto livre, antes, foi presa e torturada mas jamais perdeu a ternura. Este é um país que apesar da ditadura militar e das elites mesquinhas, tornou-se uma força mundial travando uma única guerra: a guerra contra a miséria extrema.

Sim, o Brasil de 2012 ainda é um país machucado, violento, um tanto corrupto. Mas já é, também, um país mais igual, com oportunidades na educação e uma das menores taxas de desemprego do planeta; um país que cresce em plena crise financeira mundial, que tem baixa mortalidade infantil, que garante alimento e casa a quem nunca teve.

Há pouco, no Fórum Social Mundial Temático, Boaventura de Sousa Santos tratou de nos lembrar que só o aprofundamento da democracia – e não sua dispensa, como vem ocorrendo na Europa – vai garantir estas conquistas recentes do povo brasileiro. “A democracia está nas ruas e praças (únicos espaços não tomados pelo capitalismo financeiro) em Estados antidemocráticos.” As palavras de Boaventura contêm a resposta definitiva ao grito dos roqueiros para nos fazer seguir limpando a sujeira de que Russo falava. Para que quando nos perguntarem que país é esse, possamos responder: Este é o Brasil, um país que, respeitando seu povo, se fez respeitar no mundo inteiro.

ELVINO BOHN GASS
Deputado federal e secretário agrário nacional do PT

*texto publicado no jornal Zero Hora, edição do dia 08/02/2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

COTAS RACIAIS – JUSTIÇA OU DISCRIMINAÇÃO?


A Lei das Cotas Raciais, criada ainda no Governo Lula, vem causando muita discussão na sociedade. A referida lei reserva um determinado número de vagas para negros (os que se declararem como tal, no momento da inscrição) nas Universidades.
Se por um lado o benefício objetiva propiciar ao afro-descendente facilidade de acesso ao ensino superior, por outro, evidencia ainda mais a discriminação racial e o preconceito. E, acima de tudo, contraria a Constituição Federal, que no seu art. 5º, diz que todos os brasileiros são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (...). Essa medida institucionaliza a desigualdade em nosso país. As cotas para negros visam resolver a um problema de exclusão social. Mas, a meu ver, de maneira equivocada.
As ações de cotas raciais não ajudam a promover os negros, pelo contrário, os expõem ainda mais ao preconceito, por terem ingressado numa Universidade, não por seus méritos, mas pelo atalho das cotas. O fato de ser negro não implica em dizer que este tem QI menor que outra pessoa.
Na realidade, não se admite nenhum tipo de discriminação por raça entre seres humanos - Até porque, em nosso país, somos todos brasileiros e só existe uma raça de pessoas: a humana. Mas, se a intenção for promover a justiça social de acesso a Universidades, que o critério seja o social. Para tal fim, já existe o ENEM que privilegia os alunos oriundos de escolas públicas, que são as verdadeiras vítimas do descaso da educação em nosso país. Além do PROUNI, outro mecanismo interessante e justo.
Não apoio o sistema de cotas porque acredito na capacidade humana, e que preconceitos, têm que ser vencidos combatendo-os e não se beneficiando da condição de discriminado para conseguir vantagem, seja pela cor da pele, ou por que motivo for. Se essa mentalidade for tolerada, logo teremos cotas para gordos, gays, prostitutas, louras...
Outra questão é a recente criação das Cotas Raciais no Serviço Público, que passará a ser aplicada, inclusive em nosso estado, já no concurso para o Magistério. A novidade é a reserva de 18% das vagas para afro-descendentes.
Aqui reside, no meu entender, o maior absurdo, pois o Concurso Público deve ter como foco a meritocracia. Ou seja, selecionar por méritos, quem se prepara melhor. Não vejo, como um negro, com diploma universitário, requisito para inscrição, tenha menos chances de obter aprovação!
Afinal, Concurso Público implica única e exclusivamente em disciplina, estudo e preparação. Independente de qual curso superior tenha concluído, havendo empenho, haverá aprovação. O que as “cotas raciais” deixam transparecer é que negros não teriam essa capacidade. Presume que os afros seriam desfavorecidos intelectualmente, o que não é verdade.
Um serviço público de qualidade não pode se prestar a fazer concessões ou benesses a esse ou aquele. Estipular cotas raciais no setor público é uma discriminação sem precedentes, que viola não somente a Constituição Federal, como também a um Princípio da Administração Pública, que é a Moralidade.
Não há discriminação maior do que a frustração de um candidato inscrito em concurso, que tendo se sacrificado nos estudos e obtido nota maior, perder a vaga para um cotista, não pela nota da prova, mas em razão de uma condição pessoal que não o desfavorece diretamente.
O Brasil, não vive uma segregação racial, antes, uma segregação social. Logo, se for para criar cotas, que o critério seja o social, não o racial. Que privilegie os mais pobres. Sejam: brancos, negros, amarelos, azuis...
Na verdade, as cotas raciais, não existem só para mascarar a incompetência dos governos que não conseguem oferecer uma educação de qualidade aos brasileiros? Creio, que se todos tivessem acesso a uma educação digna e de qualidade não haveriam motivos para criação de cotas.
     Se pensarmos que a estratégia para diminuir a exclusão social é a criação de cotas, jamais combateremos a raiz do problema: o investimento na qualidade do ensino público. Pois, sem uma educação de qualidade, não se pode falar em desenvolvimento e nem em justiça social.


Neori Pavan – Erechim
neori.pavan@corsan.com.br


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO 2012 - PORTO ALEGRE - GT ÁGUA


FST 2012 / GT ÁGUA
Síntese
No mês de junho de 2012 o Rio de Janeiro se transforma na capital mundial da ecologia, vinte anos depois da histórica conferência da terra de 1992, que marcou a consolidação do conceito de desenvolvimento sustentável. Ao longo destes vinte anos, passamos longe de atingir os objetivos fixados pelas diretrizes criadas no Rio em relação ao acesso universal à agua. Ao contrário, a alternativa da privatização (ou ppps) dos serviços de água potável e saneamento apresentada nos anos noventa como solução para acelerar o acesso à água se revelou inadequada para tratar uma questão que demanda investimentos públicos e gestão baseada no interesse geral, não financeiro, coñ controle social e democrático. Vemos que nos últimos anos acentuaram-se as crises sociais e ecológicas e cresceu a preocupação com a falta de acesso à água potável em quantidade e qualidade adequadas, segundo os critérios reconhecidos na Resolução da ONU sobre direito à água e saneamento, grandes causas de mortalidade pública principalmente entre crianças e nos países pobres.
Queremos Promover uma cultura da água-vida que enfatize seus valores éticos, seus aspectos culturais, sagrados, simbólicos e a cosmovisão dos povos tradicionais e originários. Acreditamos que a defesa do direito a água é um vetor fundamental para a união dos movimentos sociais. Expressamos nosso repúdio a todas as formas de apropriação indevida da água, em uso industrial e agrícola, em detrimento de sua livre circulação para a alimentação das populações. Expressamos também nossa preocupação com os conflitos existentes e potenciais entre os povos causados pelo controle da água por alguns em detrimento dos mais desfavorecidos.
Destacamos também a crescente poluição das águas dos mares e oceanos, oriundas da contaminação dos rios e do despejo incontrolado de nossos lixos e esgotos. Em tal sentido, rechaçamos também os processos de dessalinização da agua do mar, que não respeitam princípios de precaução e que são ambientalmente insustentáveis.
Quem somos
Na dinâmica de preparação das estratégias e eventos para próxima Rio+20, as redes envolvidas no movimento global pelo direito à água como bem comum, redes ecológicas, sindicatos e uniões de trabalhadores, acadêmicos, juventudes, povos indígenas, comunidades afro-descendentes, movimento de mulheres e diversos movimentos sociais se reuniram no GT AGUA, criado na dinâmica do Forum Social Tematico e vinculado ao Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20.
Diante das propostas dominantes enviadas à UNCSD e da síntese no “draft zero” que expressa a visão dominante que prevalece nas instituições econômicas ha décadas, expressamos uma visão critica sobre o conceito mercantilista da Economia Verde e nos opomos à comodificação da água e a todas as formas de privatização do elemento vital. Lutamos contra as profundas desigualdades sociais, econômicas e culturais que produzem a escassez social de água. Consideramos a água como um bem comum essencial à vida, que está na origem dos sistemas culturais e éticos dos povos e rejeitamos as soluções de mercado chamadas de economia verde. Propomos a adoção de políticas locais, nacionais, regionais e internacionais que garantam o DIREITO UNIVERSAL A AGUA E AO SANEAMENTO, através da preservação do recurso na origem, da racionalidade no seu uso e da equidade social em sua distribuição.
Desafios e estratégias
- Lutar contra a financeirização privada dos investimentos no setor da água e, consequentemente, por uma reinvenção de formas de financiamento público, visando emancipar as comunidades e as instituições públicas da dependência do capital privado
- Lutar contra a privatização da água e contra as concessões que se valem de recursos públicos para financiamento de empresas privadas do setor
- Radiografia e Análise do “Draft Zero” da UNCSD, visando compreender os capítulos e parágrafos sensiveis para a tematica da água, identificando os atores relevantes no processo oficial dos major groups e comissões nacionais.
- Sensibilizar e ampliar o conhecimento do tema junto à sociedade civil nacional e internacional, através de campanhas e ações articuladas visando objetivos comuns na Rio+20
, cidade onde o custo de vida é muito alto.
- a luta pelo acesso à informação e por uma comunicação livre, educação e cidadania das questões da água,
- controle social e participação sobre os bens comuns de água em sentido amplo
- Lutar pelo direito à água e saneamento é lutar por um ambiente sustentável, efetivado por meio da harmonização de políticas públicas para manejo de bens comuns (água, terra, ar). Toda escassez social de água lesa a vida, humanidade, ... baseado no modelo hegemônico capitalista

Propostas de ação e campanha
- Campanha internacional alertando sobre a ofensiva privatista e mercantilista sobre a Água, que ocorre hoje em vários países do mundo, para que não seja um signo e um meio de nova colonização econômica, implicita nos mecanismos da “economia verde”. A campanha deve combater os mecanismos de mercado e elaborar um lema que realize um nexo entre “direitos humanos”, “água”, “energia”, “alimentação”.
- Criação de um Grupo de Análise do “draft zero” e de seguimento as negociações das prepcoms e intersessionais da UNCSD.
- Criação de um Grupo de Análise sobre o financiamento da água
- Propostas de manifestações artísticas e culturais, exposições e filmes, mobilizadoras
- Propor um espaço unificado de trabalho, mobilização e debates na Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental, que será chamado “Pavilhão das Águas”, coerente com as propostas sustentáveis defendidas pelo GT
- Unir esforços para tornar possível o financiamento e a logística dos eventos e ações propostas, principalmente para viabilizar o espaço proposto e a presença de representantes de redes e instituições de países da África, Ásia e América Latina que não tenham recursos proprios para financiar a viagem e a presença no Rio de janeiro
- Proposta RAMPEDRE – Relatorio Mundial Online para o Direito a água
- Proposta do Pacto Público da Água
- Difusão dos projetos de parceria público-comunitária


Convocatória
Convidamos todos os cidadãos e instituições conscientes da necessidade de trabalharmos pela questão da água a abraçar a Agenda da Água na Rio+20 e participar do GT AGUA, rede de organizações e voluntários que estão propondo temas de discussão, fóruns e eventos sobre água no processo que leva à Rio+20 e à Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental.
Atividades preparatórias estão sendo propostas durante o mês de março em torno ao Fórum Alternativo Mundial da Água em Marseille e com a realização de eventos e mobilizações em diversos lugares rumo à Cúpula dos Povos na Rio+20 por justiça social e ambiental.
Acreditamos que somente com uma sociedade civil forte e organizada poderemos estimular e influenciar o debate politico na defesa do direito universal à água, da água como bem comum da humanidade e desenvolver propostas para uma cultura ética e politica da água.
Mais informações:www.dialogos2012.org

ARILSON WUNSCH - SINDIÁGUARS

sábado, 24 de dezembro de 2011

Premiação e confraternização do CHCC foi uma festa...

Na noite do dia 23 de dezembro, na sede do Capão da Canoa Futebol Clube, Galpão Crioulo, o Clube de Handebol de Capão da Canoa, CHCC, multicampeão de handebol, fez sua festa de confraternização de final de ano com a presença das atletas e familiares. Ainda estiveram presentes autoridades do município e o prefeito Amauri Germano também se fez presente, na foto entregando certificado de honra ao mérito a atleta Nathália Wunsch. 
Foi uma festa muito emocionante, pois os professores e atletas fizeram as homenagens as atletas e treinadores, com a exibição de vídeos e fotos. Mas o que chamou a atenção foi a fala do presidente e proprietário da RádioHorizonte, Jairo Murliki bem como  da professora Celina quando fizeram muitos elogios ao trabalho que vem sendo executado pela administração municipal e ao prefeito Amauri. 
O prefeito Amauri, quando fez uso da palavra disse que estava emocionado, parabenizando a todos pelo trabalho apresentado e se comprometeu a aumentar o apoio ao CHCC, caso a Petrobrás venha a negar patrocínio ao Clube para o próximo ano, ainda, solicitou estudo de viabilidade para a continuação das categorias acima do cadete, que hoje é o ponto máximo onde o CHCC chega, qualquer atleta após esta idade tem que necessariamente se transferir para outra equipe ou abandonar o handebol. Sem dúvida grandes notícias que foram muito aplaudidas quando o prefeito Amauri as colocou para o público presente, demonstrando compromisso com a juventude e seriedade na administração do nosso município. Esperaremos ansiosos para que a prefeitura ajude ainda mais no projeto que é muito interessante para Capão da Canoa. Hoje a prefeitura apoia muito este projeto.
Ainda fica a mensagem dos professores que fizeram uma bela retrospectiva de 2011 e ao final o professor Regis Muniz falou uma frase muito interessante: ''o problema não é o crack ou as drogas, mas sim a ociosidade das crianças e o projeto CAE e o CHCC ocupam de forma sadia as cabeças das crianças". CAE= projeto Crescendo Através do Esporte desenvolvido pela equipe do CHCC.

Cabe a nós ainda refletir sobre quem ouvimos, admiramos e seguimos, pois cada dia vejo num grande jornal do RS um cara que muitos admiram, em sua coluna e opiniões num telejornal tendencioso ao no horário do almoço, que eu me recuso a ler e ouvir, pois na minha opinião só escreve e fala abobrinha, outro dia este mesmo cidadão, para não dizer um adjetivo, falando sobre Handebol, disse que não via fundamento nenhum neste esporte e que podia ser extinto, ora se não gosto de algum esporte não tenho o direito de dizer que ele deveria ser extinto pois alguém pode se completar com ele,  ao mesmo tempo que não gosta deste esporte  sadio e não violento, admira a idiotice do MMA e outros 'esportes' do gênero. Mas quem tem o microfone e  canhão da comunicação na mão são eles.
O melhor de tudo é ver este número expressivo de troféus na mesa e a criançada feliz da vida por ter conseguido isto lutando, batalhando, treinando duro e jogando forte dentro da quadra, ficando muitas vezes longe de suas casas, mas valendo a pena tanto sacrifício. Isto não tem preço, ver nos olhos dos nossos filhos a alegria e o orgulho de pertencer a este grupo, mesmo que muitas vezes se torne cansativo, a satisfação é muito grande. 
Que a cada ano este Clube evolua mais. Parabéns a todas por mais este ano de conquistas e principalmente temos que tirar o chapéu para os organizadores do clube e também aos treinadores Régis e Gerson Leal, que além de tudo, são os olhos dos pais nas excursões e locais de jogos por este Brasil a fora, sem contar que todas atletas os respeitam e ainda tem um enorme carinho por eles.

Que tenhamos todos e todas um Feliz e Abençoado Natal e um grande 2012.

Arilson Wunsch


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

País parou para ver Neymar (e o Santos?). Mundo viu o Barcelona!

Em quase todas reuniões sindicais que fazemos por estas plagas gaúchas, tratamos os trabalhadores como agentes iniciadores, promotores da discussão. Nem sempre se obtém o resultado esperado. É assim que devemos ver e insuflar nossos representantes sindicais, para desconfiem até mesmo da sombra, tão pouco devem achar que tudo o que está escrito é lei, ou é verdade, ou é fato acabado. Só a partir da desconfiança “saudável” é que conseguiremos obter as próprias respostas e poderemos tocar adiante nossas reuniões. Tanto da empresa, tanto das instituições representativas.

Lembro bem ainda, que num encontro de Formação em uma das regionais comentei com os representantes, que mesmo os informativos oriundos das instituições que possam representar as minorias pouco representadas ( partidos, sindicatos, associações, etc...) deveríamos ter um senso crítico ao apreciar e tocar prá frente um determinado texto, sempre buscando pesquisar o chegar ao seu próprio convencimento. Não engolir direto tudo o que nos chega às mãos

A partida de futebol do domingo último (Barcelona X Santos) se presta para isto. Avaliarmos se estamos corretos em nosso rumo sindical. Toda a imprensa escrita e falada deste país ditava e até mesmo convenceu a população, mesmo que não a maioria, que um homem só – Neymar - podia fazer o que o seu time, Santos não faria, e mais, Neymar sozinho venceria o Barcelona, sem contar que ele era melhor que o jogador argentino Messi. Achar-se melhor que os outros é o “Ó”.

Pois bem, o que se viu foi uma fiasqueira. 4 X 0. Fosse um time do interior, os jornais estariam estampando, “time tal é GOLEADO pelo time Y”. Mas o que se viu foi um silêncio da mídia, escrita e falada, buscando inclusive culpados em setores extracampo, como psicólogos, etc...

Costumamos achar que tudo que está escrito é verdade, e se quem escreve está coadunado com a sua verdade, acabamos comprando uma briga que não é nossa. Pior ainda, se Neymar sozinho representava o seu time, alguém de mão beijada consentiu e calou, omitiu-se. Ele foi lá e não fez o que deveria, mas daí já não era sua culpa - foi o Barça que extrapolou! Quem dizia que era o cara, omitiu-se! Tem sido assim na lide sindical (brasileira?).

Um vai lá escreve, edita, bota todo mundo no mesmo barco. Alguém escreveu, mas todos pagam com o nome da instituição sindical. No mundo sindical temos os Neymar da vida, fazem, acontecem, sozinhos diga-se de passagem, se der certo, foi ele. Se der errado foi o outro time que foi melhor. Se o outro time foi melhor, quem escreveu não foi suficientemente grande para pedir a colaboração dos colegas de time, e provavelmente na primeira oposição que se estabelecer, vai dizer que não é só ele que decide, atrás dele tem outras pessoas. O coletivo é melhor que o individual.

Um novo ano está iniciando. Vamos ser o Barcelona. Vamos convidar os Neymar da vida a fazer parte de um time, até porque, uma andorinha só não faz verão!

Quantos 'Neymares' temos na nossa política e quantos fazem parte do nosso dia a dia, nosso nosso círculo de amizades? Vale, e muito, esta reflexão...


Feliz Natal e Bom Ano Novo – com inteligência e visão crítica!

David Barros - SINDIÁGUA-RS

Por
Arilson Wunsch 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

4º Feira da Produção Artesanal - Prove Capão

Acontece nos dias 10 à 18 de dezembro de 2011, junto ao Ginásio de Esportes Otto Birlem, a exposição e comercialização das entidades de artesãos, pescadores, apicultores e da agricultura familiar no município.

O Prefeito de Capão da Canoa, Amauri Magnus Germano juntamente com o Secretário da Cidadania, Trabalho e Ação Comunitária, Daniel Schwanck, definiu a realização do PROVE CAPÃO, n mês de dezembro, dando o iniciou da temporada de veraneio 2011/2012, aonde a cidade estará realizando uma programação festiva natalina, frente a Casa de Cultura Érico Veríssimo, aonde está montada a Vila Encantada ,e a programação do de final de ano.

Conforme o secretário Daniel Schwanck, está será a 4ª edição do Prove Capão, uma realização da Administração Cidadã, consolidando uma mostra tipicamente local e dando oportunidade de geração de renda para os micros e pequenos empresários, pois oportuniza negócios e divulga o que Capão tem de melhor!

Prove Capão é uma feira onde a diversidade, e a qualidade da produção artesanal são os atores principais. Em um único ambiente as mais diversas formas de produção se encontram, mostrando a importância da Economia Solidária e estimulando uma perspectiva concreta de trabalho e renda. 

Qualidade e Criatividade se encontram no 4º Prove Capão: artesanato, decoração, têxtil, gastronomia típica e produtos caseiros derivados da agricultura familiar e de associações de pescadores e apicultores do município e da região.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DOAR SANGUE É UM GESTO DE AMOR





Comemora-se em 25 de novembro o dia Nacional do Doador de Sangue. A data, criada em 1964 com o objetivo de valorizar a doação voluntária, é um ato simples e seguro, e pode salvar muitas vidas. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o ideal seria que cerca de 3% da população doasse sangue, anualmente, para manter os estoques regularizados. No entanto, hoje o percentual de doadores brasileiros não passa de 1,7% ao ano.


O crescimento de doenças como leucemia, e câncer (pacientes quimioterápicos), além de queimaduras, cirurgias cardíacas e acidentes, tem demandado cada vez mais a necessidade de doadores de sangue.


Doar sangue é um gesto de amor ao próximo e à vida. É uma demonstração de solidariedade e também é um ato de bondade. O sangue humano é insubstituível, e somente pode ser obtido através de doação de um ser humano a outro. Essa necessidade nos torna iguais.


Toda a pessoa que apresentar boas condições de saúde pode ser um doador de sangue. Para isso basta ter de 18 a 65 anos de idade e ter peso superior a 50 Kg. (A legislação atual permite, embora com restrições, a doação dos 16 aos 17 anos e dos 65 aos 67 anos de idade).


A idade mínima está relacionada à maioridade legal, quando o cidadão passa a ser responsável por seus atos. A idade máxima está ligada a uma maior probabilidade de possuir doenças que possam interferir negativamente ao receptor do sangue. Apesar disso, existem critérios que permitem ou impedem uma doação de sangue, determinadas por normas técnicas do Ministério da Saúde, as quais visam a proteção ao doador e a segurança para o receptor. Esclarecimentos que, com certeza, serão prestados pelos profissionais do Hemocentro antes de efetuar a doação.


Antes da doação, o candidato irá passar por uma entrevista de triagem clínica, na qual podem ser detectadas algumas condições adicionais que possam impedir a doação. Daí a importância de que o doador responda o questionário com sinceridade, pois o objetivo da doação de sangue é salvar vidas. No entanto, deve-se proteger o paciente para que ele não adquira outra doença na transfusão.


Na coleta é retirado aproximadamente 450ml de sangue, rapidamente reposto pelo organismo via ingestão de líquidos e uma alimentação regular.


O imaginário popular geralmente associa o sangue tanto à vida quanto à morte. Se de um lado é fonte de vida e atua assim, de outro, como significado de morte, atua como símbolo de agressão e destruição da vida.


Ao longo dos anos criou-se alguns mitos, como: doar afina ou engrossa o sangue; engorda ou emagrece o doador; uma vez feita a doação vicia. Tudo isso não é real, não passa de mito.


O sangue doado é usado para assegurar um direito primordial – o direito à vida. A atitude de doar sangue é a esperança de muitos pacientes que precisam dele para continuar vivendo. A grande maioria das pessoas que doa sangue, somente o faz quando alguém pede. No entanto, é preciso que pessoas saudáveis doem sangue regularmente. Esse deve ser um motivo de alegria para quem doa e um incentivo para que gesto tão grandioso venha a tornar-se um hábito.


Sou doador de sangue e faço isso regularmente. A primeira vez que doei, tive um pouco de medo. Quando terminei a doação, a sensação foi ótima, e daquele momento em diante, me senti um ser humano melhor. Não sei explicar ao certo, mas é gratificante. Também não sei donde surgiu essa vontade de doar sangue. É algo meu mesmo. Acho que foi por questão de consciência da gravidade do problema. Da mesma forma que hoje podemos ajudar, amanhã poderemos precisar ser ajudados. Afinal de contas, ninguém sabe o dia de amanhã. Doação, para mim, é um ato de amor.


Doar sangue não dói, não custa nada, pode salvar vidas, e eu garanto: faz um bem enorme a quem doa.



Neori Pavan – SINDIAGUA/RS Erechim
neori.pavan@corsan.com.br


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Tarso, pague o piso e respeite a educação!!!

GREVE DO CPERS EM DEFESA DA EDUCAÇÃO

Os educadores do Rio Grande do Sul, decidiram  no dia 18 de novembro, em assembleia geral entrar em greve por tempo indeterminado, basicamente em torno de três eixos:
- a categoria exige a implementação do piso salarial para os professores e funcionários de escola;

- a alteração dos critérios de avaliação dos professores que o atual governo quer impor, prejudicando os trabalhadores em educação a (meritocracia);

- os educadores exigem a imediata retirada dos projetos de reforma do ensino médio.

Explicando o terceiro item:
A proposta de reformulação do ensino médio é uma proposta que visa somente formar mão de obra barata para o mercado e assim fazer  com que os empresários continuem explorando os trabalhadores. Esta alteração do currículo foi construída sem qualquer consulta à comunidade escolar, rebaixa o nível de ensino. Entre as mudanças, por exemplo, o terceiro ano do ensino médio teria apenas uma hora-aula de matemática. Grande parte da carga horária estaria voltada a projetos e estágios com o objetivo de “adaptar os alunos ao mercado de trabalho”. Para o governo, quem quiser ingressar em uma universidade terá que pagar para estudar em escolas privadas.
Fonte: material impresso CPERS/RS

Nota do SINDIÁGUA:
Há uma proposta de “regionalização do ensino”, ou seja, alunos de uma região agrícola, seriam direcionados a trabalharem na atividade agrícola. Mas, e quando a família se muda para outra região, uma industrial, por exemplo? Aquele aluno perdeu todo o aprendizado? Este profissional estará fadado a nunca poder ir buscar melhores condições em outras regiões?

Nós do SINDIÁGUA entendemos que é dever do governo do Estado, formar alunos que possam ser cidadãos do Rio Grande do Sul, do Brasil e do Mundo.

Foto: presidente do Sindiágua-RS manifestando-se na Assembleia do CPERS em frente ao palácio.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A privatização ressurge do caos do neoliberalismo

A crise econômica mundial, fruto do neoliberalismo, está sendo paga pelos trabalhadores. Os capitalistas pediram socorro ao Estado para salvar os bancos. 

Os governos optaram pela socialização do prejuízo ajudando aos bancos e deprimindo suas economias com recessão e desemprego. Os europeus, que tinham boa assistência social, protestam nas ruas contra o empobrecimento de seus povos. O capitalismo predatório é questionado no mundo todo.

No Brasil, a concentração da renda, finalidade última dos neoliberais, foi interrompida em 2003, com a posse do presidente Lula. O país optou por um projeto de inclusão social, fortalecimento do mercado interno e da economia nacional tendo o Estado como indutor do crescimento.

No RS, a vitória de Tarso Genro também é uma reação social à privatização e desmonte do Estado, realizada pelos governos Brito e Yeda, que precarizaram a segurança, a saúde e a educação deixando como símbolo maior de suas políticas os pedágios e as cruéis escolas de lata.

É com espanto que a sociedade gaúcha vê ressurgir, das cinzas da destruição neoliberal, o discurso privatizante. Gestores municipais, apoiados pela iniciativa privada, estão privatizando o serviço de saneamento básico. Citam o exemplo europeu, mas ocultam que na Itália a péssima qualidade do serviço foi derrotada por referendo, de iniciativa popular, no qual 96% do eleitorado votou pela revogação do decreto que privatizava a água italiana (conhecido como Decreto Ronchi).

Na Inglaterra, estudo da Universidade de Greenwich, evidenciou que nos 10 anos de privatização as concessionárias inglesas cresceram 147%; as tarifas subiram 245%; os postos de trabalho foram reduzidos em 21%; os acidentes ambientais aumentaram e caiu a qualidade da água. A privatização não deu certo na Europa.

A água é um elemento vital à vida, por isso a Corsan adota a política do subsídio cruzado, na qual parte do lucro obtido nas cidades maiores é destinada à infraestrutura e atendimento das cidades menores e mais pobres. A Corsan, assim como o Samae em Caxias e o Dmae em Porto Alegre, trabalha na concepção de que a água é um direito de todos e não somente de quem pode pagar altas tarifas. O desafio do RS é derrotar o poder econômico, que quer monopolizar o setor por 20 ou 30 anos, e reafirmar que a água é um direito de todos. Vivemos a péssima experiência dos pedágios, não podemos repeti-la com a água que é essencial à vida humana.

Deputada estadual Marisa Formolo