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segunda-feira, 12 de março de 2012

Manifestação contra privatização da água

Centenas de pessoas participaram, na última sexta-feira, de um protesto pelas ruas do Centro de Porto Alegre contra o processo de privatização da água. Vestindo camisetas brancas e carregando bandeiras, os manifestantes buscaram chamar atenção da população para os processos de Parceria Público Privadas (PPP) que estão sendo firmadas na área do saneamento no Estado.

O movimento, que começou na Usina do Gasômetro, seguiu pela rua dos Andradas até o Largo Glênio Peres, foi promovido por diversas entidades nacionais. Segundo o secretário-geral do Sindiagua/RS (uma das entidades envolvidas), Arilson Wunsch, muitos governos estão tratando a água como mercadoria. Ele alertou que há muitos conglomerados estrangeiros interessados em lucrar com o consumo de água. "Esse assunto infelizmente não recebe o espaço adequado e acaba não sendo discutido. A população precisa saber o que está sendo tratado e como isso poderá prejudicar a todos. A água é uma das necessidade mais básicas da humanidade e deve ter o tratamento adequado", afirmou.

O tema será levado, entre os dias 21 e 23 de março, ao II Fórum Internacional de Gestão Ambiental "Água e Comunicação: Uma Relação Vital" que será realizado no Teatro Dante Barone, da Assembleia, com organização da Associação Riograndense de Imprensa (ARI). Com este Fórum, a ARI quer promover um debate avançado sobre os cuidados com recursos naturais e mostrar que é necessária a participação da sociedade civil organizada para uma gestão moderna do meio ambiente.

Informações sobre o evento podem ser obtidas no site www.figambiental.com.br, pelo e-mail figa@inoveeventos.srv.br e pelo telefone (51) 3226-6619.

Fonte: Correio do Povo

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A privatização ressurge do caos do neoliberalismo

A crise econômica mundial, fruto do neoliberalismo, está sendo paga pelos trabalhadores. Os capitalistas pediram socorro ao Estado para salvar os bancos. 

Os governos optaram pela socialização do prejuízo ajudando aos bancos e deprimindo suas economias com recessão e desemprego. Os europeus, que tinham boa assistência social, protestam nas ruas contra o empobrecimento de seus povos. O capitalismo predatório é questionado no mundo todo.

No Brasil, a concentração da renda, finalidade última dos neoliberais, foi interrompida em 2003, com a posse do presidente Lula. O país optou por um projeto de inclusão social, fortalecimento do mercado interno e da economia nacional tendo o Estado como indutor do crescimento.

No RS, a vitória de Tarso Genro também é uma reação social à privatização e desmonte do Estado, realizada pelos governos Brito e Yeda, que precarizaram a segurança, a saúde e a educação deixando como símbolo maior de suas políticas os pedágios e as cruéis escolas de lata.

É com espanto que a sociedade gaúcha vê ressurgir, das cinzas da destruição neoliberal, o discurso privatizante. Gestores municipais, apoiados pela iniciativa privada, estão privatizando o serviço de saneamento básico. Citam o exemplo europeu, mas ocultam que na Itália a péssima qualidade do serviço foi derrotada por referendo, de iniciativa popular, no qual 96% do eleitorado votou pela revogação do decreto que privatizava a água italiana (conhecido como Decreto Ronchi).

Na Inglaterra, estudo da Universidade de Greenwich, evidenciou que nos 10 anos de privatização as concessionárias inglesas cresceram 147%; as tarifas subiram 245%; os postos de trabalho foram reduzidos em 21%; os acidentes ambientais aumentaram e caiu a qualidade da água. A privatização não deu certo na Europa.

A água é um elemento vital à vida, por isso a Corsan adota a política do subsídio cruzado, na qual parte do lucro obtido nas cidades maiores é destinada à infraestrutura e atendimento das cidades menores e mais pobres. A Corsan, assim como o Samae em Caxias e o Dmae em Porto Alegre, trabalha na concepção de que a água é um direito de todos e não somente de quem pode pagar altas tarifas. O desafio do RS é derrotar o poder econômico, que quer monopolizar o setor por 20 ou 30 anos, e reafirmar que a água é um direito de todos. Vivemos a péssima experiência dos pedágios, não podemos repeti-la com a água que é essencial à vida humana.

Deputada estadual Marisa Formolo

terça-feira, 8 de novembro de 2011

SINDIÁGUA participa de lançamento de campanha contra a privatização da água

Um conjunto de entidades e movimentos sociais lançaram no dia 7 a campanha Água para o Brasil, contra a privatização do setor de água e saneamento.

O SINDIÁGUA participou da cerimônia de lançamento da campanha realizada na Assembleia Legislativa de Alagoas, em Maceió.

As organizações que integram a campanha defendem que o serviço de água seja público e estatal, ou seja, que é um papel do Estado oferecer este serviço com qualidade a todos os brasileiros e brasileiras.

No entendimento das organizações, a privatização da água aparece atualmente na forma de projetos de Parcerias Público e Privada (PPPs), que vem ganhando força em diversos municípios nos últimos anos.



Participam da organização da campanha a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), a Federação Interestadual do Sindicato dos Engenheiros (Fisenge), a Conferedação Nacional das Associações de Moradores (Conam), entre outras entidades.

Acesse o site da campanha e tenha acesso ao vasto material sobre o tema.

Arilson Wunsch