sábado, 24 de dezembro de 2011

Premiação e confraternização do CHCC foi uma festa...

Na noite do dia 23 de dezembro, na sede do Capão da Canoa Futebol Clube, Galpão Crioulo, o Clube de Handebol de Capão da Canoa, CHCC, multicampeão de handebol, fez sua festa de confraternização de final de ano com a presença das atletas e familiares. Ainda estiveram presentes autoridades do município e o prefeito Amauri Germano também se fez presente, na foto entregando certificado de honra ao mérito a atleta Nathália Wunsch. 
Foi uma festa muito emocionante, pois os professores e atletas fizeram as homenagens as atletas e treinadores, com a exibição de vídeos e fotos. Mas o que chamou a atenção foi a fala do presidente e proprietário da RádioHorizonte, Jairo Murliki bem como  da professora Celina quando fizeram muitos elogios ao trabalho que vem sendo executado pela administração municipal e ao prefeito Amauri. 
O prefeito Amauri, quando fez uso da palavra disse que estava emocionado, parabenizando a todos pelo trabalho apresentado e se comprometeu a aumentar o apoio ao CHCC, caso a Petrobrás venha a negar patrocínio ao Clube para o próximo ano, ainda, solicitou estudo de viabilidade para a continuação das categorias acima do cadete, que hoje é o ponto máximo onde o CHCC chega, qualquer atleta após esta idade tem que necessariamente se transferir para outra equipe ou abandonar o handebol. Sem dúvida grandes notícias que foram muito aplaudidas quando o prefeito Amauri as colocou para o público presente, demonstrando compromisso com a juventude e seriedade na administração do nosso município. Esperaremos ansiosos para que a prefeitura ajude ainda mais no projeto que é muito interessante para Capão da Canoa. Hoje a prefeitura apoia muito este projeto.
Ainda fica a mensagem dos professores que fizeram uma bela retrospectiva de 2011 e ao final o professor Regis Muniz falou uma frase muito interessante: ''o problema não é o crack ou as drogas, mas sim a ociosidade das crianças e o projeto CAE e o CHCC ocupam de forma sadia as cabeças das crianças". CAE= projeto Crescendo Através do Esporte desenvolvido pela equipe do CHCC.

Cabe a nós ainda refletir sobre quem ouvimos, admiramos e seguimos, pois cada dia vejo num grande jornal do RS um cara que muitos admiram, em sua coluna e opiniões num telejornal tendencioso ao no horário do almoço, que eu me recuso a ler e ouvir, pois na minha opinião só escreve e fala abobrinha, outro dia este mesmo cidadão, para não dizer um adjetivo, falando sobre Handebol, disse que não via fundamento nenhum neste esporte e que podia ser extinto, ora se não gosto de algum esporte não tenho o direito de dizer que ele deveria ser extinto pois alguém pode se completar com ele,  ao mesmo tempo que não gosta deste esporte  sadio e não violento, admira a idiotice do MMA e outros 'esportes' do gênero. Mas quem tem o microfone e  canhão da comunicação na mão são eles.
O melhor de tudo é ver este número expressivo de troféus na mesa e a criançada feliz da vida por ter conseguido isto lutando, batalhando, treinando duro e jogando forte dentro da quadra, ficando muitas vezes longe de suas casas, mas valendo a pena tanto sacrifício. Isto não tem preço, ver nos olhos dos nossos filhos a alegria e o orgulho de pertencer a este grupo, mesmo que muitas vezes se torne cansativo, a satisfação é muito grande. 
Que a cada ano este Clube evolua mais. Parabéns a todas por mais este ano de conquistas e principalmente temos que tirar o chapéu para os organizadores do clube e também aos treinadores Régis e Gerson Leal, que além de tudo, são os olhos dos pais nas excursões e locais de jogos por este Brasil a fora, sem contar que todas atletas os respeitam e ainda tem um enorme carinho por eles.

Que tenhamos todos e todas um Feliz e Abençoado Natal e um grande 2012.

Arilson Wunsch


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

País parou para ver Neymar (e o Santos?). Mundo viu o Barcelona!

Em quase todas reuniões sindicais que fazemos por estas plagas gaúchas, tratamos os trabalhadores como agentes iniciadores, promotores da discussão. Nem sempre se obtém o resultado esperado. É assim que devemos ver e insuflar nossos representantes sindicais, para desconfiem até mesmo da sombra, tão pouco devem achar que tudo o que está escrito é lei, ou é verdade, ou é fato acabado. Só a partir da desconfiança “saudável” é que conseguiremos obter as próprias respostas e poderemos tocar adiante nossas reuniões. Tanto da empresa, tanto das instituições representativas.

Lembro bem ainda, que num encontro de Formação em uma das regionais comentei com os representantes, que mesmo os informativos oriundos das instituições que possam representar as minorias pouco representadas ( partidos, sindicatos, associações, etc...) deveríamos ter um senso crítico ao apreciar e tocar prá frente um determinado texto, sempre buscando pesquisar o chegar ao seu próprio convencimento. Não engolir direto tudo o que nos chega às mãos

A partida de futebol do domingo último (Barcelona X Santos) se presta para isto. Avaliarmos se estamos corretos em nosso rumo sindical. Toda a imprensa escrita e falada deste país ditava e até mesmo convenceu a população, mesmo que não a maioria, que um homem só – Neymar - podia fazer o que o seu time, Santos não faria, e mais, Neymar sozinho venceria o Barcelona, sem contar que ele era melhor que o jogador argentino Messi. Achar-se melhor que os outros é o “Ó”.

Pois bem, o que se viu foi uma fiasqueira. 4 X 0. Fosse um time do interior, os jornais estariam estampando, “time tal é GOLEADO pelo time Y”. Mas o que se viu foi um silêncio da mídia, escrita e falada, buscando inclusive culpados em setores extracampo, como psicólogos, etc...

Costumamos achar que tudo que está escrito é verdade, e se quem escreve está coadunado com a sua verdade, acabamos comprando uma briga que não é nossa. Pior ainda, se Neymar sozinho representava o seu time, alguém de mão beijada consentiu e calou, omitiu-se. Ele foi lá e não fez o que deveria, mas daí já não era sua culpa - foi o Barça que extrapolou! Quem dizia que era o cara, omitiu-se! Tem sido assim na lide sindical (brasileira?).

Um vai lá escreve, edita, bota todo mundo no mesmo barco. Alguém escreveu, mas todos pagam com o nome da instituição sindical. No mundo sindical temos os Neymar da vida, fazem, acontecem, sozinhos diga-se de passagem, se der certo, foi ele. Se der errado foi o outro time que foi melhor. Se o outro time foi melhor, quem escreveu não foi suficientemente grande para pedir a colaboração dos colegas de time, e provavelmente na primeira oposição que se estabelecer, vai dizer que não é só ele que decide, atrás dele tem outras pessoas. O coletivo é melhor que o individual.

Um novo ano está iniciando. Vamos ser o Barcelona. Vamos convidar os Neymar da vida a fazer parte de um time, até porque, uma andorinha só não faz verão!

Quantos 'Neymares' temos na nossa política e quantos fazem parte do nosso dia a dia, nosso nosso círculo de amizades? Vale, e muito, esta reflexão...


Feliz Natal e Bom Ano Novo – com inteligência e visão crítica!

David Barros - SINDIÁGUA-RS

Por
Arilson Wunsch 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

4º Feira da Produção Artesanal - Prove Capão

Acontece nos dias 10 à 18 de dezembro de 2011, junto ao Ginásio de Esportes Otto Birlem, a exposição e comercialização das entidades de artesãos, pescadores, apicultores e da agricultura familiar no município.

O Prefeito de Capão da Canoa, Amauri Magnus Germano juntamente com o Secretário da Cidadania, Trabalho e Ação Comunitária, Daniel Schwanck, definiu a realização do PROVE CAPÃO, n mês de dezembro, dando o iniciou da temporada de veraneio 2011/2012, aonde a cidade estará realizando uma programação festiva natalina, frente a Casa de Cultura Érico Veríssimo, aonde está montada a Vila Encantada ,e a programação do de final de ano.

Conforme o secretário Daniel Schwanck, está será a 4ª edição do Prove Capão, uma realização da Administração Cidadã, consolidando uma mostra tipicamente local e dando oportunidade de geração de renda para os micros e pequenos empresários, pois oportuniza negócios e divulga o que Capão tem de melhor!

Prove Capão é uma feira onde a diversidade, e a qualidade da produção artesanal são os atores principais. Em um único ambiente as mais diversas formas de produção se encontram, mostrando a importância da Economia Solidária e estimulando uma perspectiva concreta de trabalho e renda. 

Qualidade e Criatividade se encontram no 4º Prove Capão: artesanato, decoração, têxtil, gastronomia típica e produtos caseiros derivados da agricultura familiar e de associações de pescadores e apicultores do município e da região.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DOAR SANGUE É UM GESTO DE AMOR





Comemora-se em 25 de novembro o dia Nacional do Doador de Sangue. A data, criada em 1964 com o objetivo de valorizar a doação voluntária, é um ato simples e seguro, e pode salvar muitas vidas. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o ideal seria que cerca de 3% da população doasse sangue, anualmente, para manter os estoques regularizados. No entanto, hoje o percentual de doadores brasileiros não passa de 1,7% ao ano.


O crescimento de doenças como leucemia, e câncer (pacientes quimioterápicos), além de queimaduras, cirurgias cardíacas e acidentes, tem demandado cada vez mais a necessidade de doadores de sangue.


Doar sangue é um gesto de amor ao próximo e à vida. É uma demonstração de solidariedade e também é um ato de bondade. O sangue humano é insubstituível, e somente pode ser obtido através de doação de um ser humano a outro. Essa necessidade nos torna iguais.


Toda a pessoa que apresentar boas condições de saúde pode ser um doador de sangue. Para isso basta ter de 18 a 65 anos de idade e ter peso superior a 50 Kg. (A legislação atual permite, embora com restrições, a doação dos 16 aos 17 anos e dos 65 aos 67 anos de idade).


A idade mínima está relacionada à maioridade legal, quando o cidadão passa a ser responsável por seus atos. A idade máxima está ligada a uma maior probabilidade de possuir doenças que possam interferir negativamente ao receptor do sangue. Apesar disso, existem critérios que permitem ou impedem uma doação de sangue, determinadas por normas técnicas do Ministério da Saúde, as quais visam a proteção ao doador e a segurança para o receptor. Esclarecimentos que, com certeza, serão prestados pelos profissionais do Hemocentro antes de efetuar a doação.


Antes da doação, o candidato irá passar por uma entrevista de triagem clínica, na qual podem ser detectadas algumas condições adicionais que possam impedir a doação. Daí a importância de que o doador responda o questionário com sinceridade, pois o objetivo da doação de sangue é salvar vidas. No entanto, deve-se proteger o paciente para que ele não adquira outra doença na transfusão.


Na coleta é retirado aproximadamente 450ml de sangue, rapidamente reposto pelo organismo via ingestão de líquidos e uma alimentação regular.


O imaginário popular geralmente associa o sangue tanto à vida quanto à morte. Se de um lado é fonte de vida e atua assim, de outro, como significado de morte, atua como símbolo de agressão e destruição da vida.


Ao longo dos anos criou-se alguns mitos, como: doar afina ou engrossa o sangue; engorda ou emagrece o doador; uma vez feita a doação vicia. Tudo isso não é real, não passa de mito.


O sangue doado é usado para assegurar um direito primordial – o direito à vida. A atitude de doar sangue é a esperança de muitos pacientes que precisam dele para continuar vivendo. A grande maioria das pessoas que doa sangue, somente o faz quando alguém pede. No entanto, é preciso que pessoas saudáveis doem sangue regularmente. Esse deve ser um motivo de alegria para quem doa e um incentivo para que gesto tão grandioso venha a tornar-se um hábito.


Sou doador de sangue e faço isso regularmente. A primeira vez que doei, tive um pouco de medo. Quando terminei a doação, a sensação foi ótima, e daquele momento em diante, me senti um ser humano melhor. Não sei explicar ao certo, mas é gratificante. Também não sei donde surgiu essa vontade de doar sangue. É algo meu mesmo. Acho que foi por questão de consciência da gravidade do problema. Da mesma forma que hoje podemos ajudar, amanhã poderemos precisar ser ajudados. Afinal de contas, ninguém sabe o dia de amanhã. Doação, para mim, é um ato de amor.


Doar sangue não dói, não custa nada, pode salvar vidas, e eu garanto: faz um bem enorme a quem doa.



Neori Pavan – SINDIAGUA/RS Erechim
neori.pavan@corsan.com.br


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Tarso, pague o piso e respeite a educação!!!

GREVE DO CPERS EM DEFESA DA EDUCAÇÃO

Os educadores do Rio Grande do Sul, decidiram  no dia 18 de novembro, em assembleia geral entrar em greve por tempo indeterminado, basicamente em torno de três eixos:
- a categoria exige a implementação do piso salarial para os professores e funcionários de escola;

- a alteração dos critérios de avaliação dos professores que o atual governo quer impor, prejudicando os trabalhadores em educação a (meritocracia);

- os educadores exigem a imediata retirada dos projetos de reforma do ensino médio.

Explicando o terceiro item:
A proposta de reformulação do ensino médio é uma proposta que visa somente formar mão de obra barata para o mercado e assim fazer  com que os empresários continuem explorando os trabalhadores. Esta alteração do currículo foi construída sem qualquer consulta à comunidade escolar, rebaixa o nível de ensino. Entre as mudanças, por exemplo, o terceiro ano do ensino médio teria apenas uma hora-aula de matemática. Grande parte da carga horária estaria voltada a projetos e estágios com o objetivo de “adaptar os alunos ao mercado de trabalho”. Para o governo, quem quiser ingressar em uma universidade terá que pagar para estudar em escolas privadas.
Fonte: material impresso CPERS/RS

Nota do SINDIÁGUA:
Há uma proposta de “regionalização do ensino”, ou seja, alunos de uma região agrícola, seriam direcionados a trabalharem na atividade agrícola. Mas, e quando a família se muda para outra região, uma industrial, por exemplo? Aquele aluno perdeu todo o aprendizado? Este profissional estará fadado a nunca poder ir buscar melhores condições em outras regiões?

Nós do SINDIÁGUA entendemos que é dever do governo do Estado, formar alunos que possam ser cidadãos do Rio Grande do Sul, do Brasil e do Mundo.

Foto: presidente do Sindiágua-RS manifestando-se na Assembleia do CPERS em frente ao palácio.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A privatização ressurge do caos do neoliberalismo

A crise econômica mundial, fruto do neoliberalismo, está sendo paga pelos trabalhadores. Os capitalistas pediram socorro ao Estado para salvar os bancos. 

Os governos optaram pela socialização do prejuízo ajudando aos bancos e deprimindo suas economias com recessão e desemprego. Os europeus, que tinham boa assistência social, protestam nas ruas contra o empobrecimento de seus povos. O capitalismo predatório é questionado no mundo todo.

No Brasil, a concentração da renda, finalidade última dos neoliberais, foi interrompida em 2003, com a posse do presidente Lula. O país optou por um projeto de inclusão social, fortalecimento do mercado interno e da economia nacional tendo o Estado como indutor do crescimento.

No RS, a vitória de Tarso Genro também é uma reação social à privatização e desmonte do Estado, realizada pelos governos Brito e Yeda, que precarizaram a segurança, a saúde e a educação deixando como símbolo maior de suas políticas os pedágios e as cruéis escolas de lata.

É com espanto que a sociedade gaúcha vê ressurgir, das cinzas da destruição neoliberal, o discurso privatizante. Gestores municipais, apoiados pela iniciativa privada, estão privatizando o serviço de saneamento básico. Citam o exemplo europeu, mas ocultam que na Itália a péssima qualidade do serviço foi derrotada por referendo, de iniciativa popular, no qual 96% do eleitorado votou pela revogação do decreto que privatizava a água italiana (conhecido como Decreto Ronchi).

Na Inglaterra, estudo da Universidade de Greenwich, evidenciou que nos 10 anos de privatização as concessionárias inglesas cresceram 147%; as tarifas subiram 245%; os postos de trabalho foram reduzidos em 21%; os acidentes ambientais aumentaram e caiu a qualidade da água. A privatização não deu certo na Europa.

A água é um elemento vital à vida, por isso a Corsan adota a política do subsídio cruzado, na qual parte do lucro obtido nas cidades maiores é destinada à infraestrutura e atendimento das cidades menores e mais pobres. A Corsan, assim como o Samae em Caxias e o Dmae em Porto Alegre, trabalha na concepção de que a água é um direito de todos e não somente de quem pode pagar altas tarifas. O desafio do RS é derrotar o poder econômico, que quer monopolizar o setor por 20 ou 30 anos, e reafirmar que a água é um direito de todos. Vivemos a péssima experiência dos pedágios, não podemos repeti-la com a água que é essencial à vida humana.

Deputada estadual Marisa Formolo

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Problemas ambientais do RS serão levados à Cúpula dos Povos da Rio+20

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente realizou, nesta segunda-feira (21), audiência pública preparatória para a Rio+20. A Conferência marca o 20º aniversário da Rio 92 (ou Eco 92). Na Rio+20 será feito um balanço do ciclo de conferências da ONU, iniciado com a Rio 92, incluindo conferências sobre população, direitos humanos, mulheres, desenvolvimento social e a agenda urbana. Além disso, em 2012 o Protocolo de Kyoto terá chegado ao seu limite de vigência. A Rio + 20 se propõe a debater três questões: avaliação do cumprimento dos compromissos acordados na Rio 92, economia verde e arquitetura institucional para o desenvolvimento sustentável.

A audiência foi conduzida pela deputada Marisa Formolo, presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, que abriu o encontro explicando que “o processo de deterioração acelerada dos recursos naturais e do próprio planeta acaba gerando várias crises que colocam o futuro da humanidade em perigo, e nós, da Comissão de Saúde, vamos ser protagonistas neste debate”. Marisa observou que o objetivo da audiência é levantar um conjunto de temas que afetam o meio ambiente gaúcho e condensá-los em um documento a ser entregue na Cúpula dos Povos da Rio +20.  

Relatos de Violações dos Direitos Ambientais e Sociais
Representando o povo das Ilhas do Guaíba e dos galpões de reciclagem, o Ir. Antônio Cecchin tratou da grave situação do lixo no mundo e a atuação dos catadores e recicladores. Cecchin explicou que a produção de lixo cresce seis vezes mais do que a população e que, neste ritmo, “o lixo vai inviabilizar a sociedade humana”. Ele informou que existem 1,5 milhão de catadores no Brasil, responsáveis por 98% da reciclagem de lixo e que apenas 2% são reciclados pelas políticas de coleta seletiva do poder público. Cecchin destacou a importância dos catadores na preservação ambiental “os catadores são os profetas do meio ambiente porque através das ações de redução da poluição, reutilização e reciclagem eles minimizam a destruição da natureza”. Ele criticou os municípios que adotam a incineração do lixo, pleiteou apoio às organizações de catadores e sugeriu o aproveitamento de prédios públicos desocupados ou abandonados como centrais para os catadores.

Isaura Conte do Movimento das Mulheres Camponesas criticou o agronegócio que, segundo ela, “possui uma dívida impagável com o planeta, gerada pelo desmatamento e pela utilização de agrotóxicos, eles esquecem que a natureza é de todos”. Isaura destacou que a Rio+20 deve se concretizar com os países cumprindo os itens acordados e criticou as alterações do novo Código Florestal. Ela concluiu dizendo que “o capitalismo verde não serve, quem destrói o planeta não pode vender créditos de carbono”.

Ronaldo Schäffer abordou a luta pela preservação do Morro Santa Tereza, representando a Associação dos Moradores do Morro. Ele relatou que em dezembro de 2009 começaram movimentos para a desocupação do Morro Santa Tereza e que o terreno seria vendido por preço muito abaixo do mercado, mesmo existindo uma área de proteção ambiental no local. Ele concluiu dizendo que a organização da sociedade barrou a venda do terreno da Fase e defendeu que a sociedade se organize para enfrentar a destruição capitalista.

Ronaldo Souza, do Movimento em Defesa do Parque Náutico e da Lagoa dos Quadros, fez uma explanação sobre as denúncias de irregularidades na construção dos loteamentos e condomínios horizontais no Litoral Norte. Ele salientou que “a transformação urbana dos espaços vai retirando da comunidade a vegetação natural e privatizando os espaços públicos”. Ronaldo observou que o plano diretor de Capão da Canoa é desrespeitado pelos condomínios.

 
Valdomiro Hoffmann, do Fórum de Pesca do Litoral Norte, trouxe relato do Movimento dos Pescadores Artesanais. Valdomiro disse que os pescadores artesanais são impedidos de trabalhar pelos empreendimentos que fecham o acesso às margens de lagoas, rios e mar.

Pela Organização da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, Daniele Barbosa discorreu sobre o uso de agrotóxicos, que violam o direito ao ambiente saudável. Ela observou que “o trabalho com agrotóxicos possibilita a ingestão acidental causando intoxicações nos trabalhadores, que consomem veneno diariamente sem conhecimento”. Segundo Daniele os lençóis freáticos estão contaminados e até mesmo o leite materno é afetado. Ela denunciou que não há fiscalização do uso de agrotóxicos e que existe uma dependência grande dos agricultores com as empresas produtoras.

O promotor de justiça do MPE, Rodrigo Schoeller de Moraes, questionou “o que quer a sociedade crescimento ou desenvolvimento? E a que custo?” Rodrigo fez um paralelo com o crescimento chinês, que se fortaleceu economicamente, mas de forma predadora e insustentável.

Mauri Cruz da Abong disse que na Eco92 houve a instituição da Agenda 21, da preocupação com o aquecimento global e do consumo desenfreado. Ele salientou que as políticas atuais “são de crescimento sob o ponto de vista econômico, medido pelo aumento do consumo, e não pela qualidade de vida”. Mauri propôs o reconhecimento da riqueza dentro dos modelos de vida dos povos tradicionais, e não pelo acúmulo de capital. Disse que a economia verde é uma forma dissimulada de realimentar o insustentável modelo capitalista, e que o mundo deve modificar radicalmente seu padrão de consumo.

Arlete Pasqualetto, da Fundação Zoobotânica, informou que o governo estadual está criando uma lei de resíduos sólidos com base na lei federal e que a FZB busca projetos para aplicar na prática o conceito de desenvolvimento sustentável. Falou que está em análise a criação de indenização por preservação ambiental, abordou o Bioma Pampa e os desertos verdes, e também a busca pelo regramento da silvicultura, evitando uma conversão do bioma.

Encaminhamentos
Ao final da audiência pública, a deputada Marisa Formolo definiu os seguintes encaminhamentos: 1) Criação de um comitê organizador para as ações da Rio +20, formado pelas instâncias de Estado, a Famurs, MPE, Apedema, entidades da sociedade civil organizada e as instituições presentes que desejassem participar; 2) O Comitê se integraria à Organização do FSM, para levar as questões debatidas na audiência pública à pauta de discussões do Fórum; 3) A proposta também será levada ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para estudo; 4) Levar a discussão da Emenda 164 do novo Código Florestal Brasileiro ao FSM; 5) Em relação ao Código Brasileiro de Mineração, a criação de uma figura similar a do agricultor familiar para os pequenos basalteiros; 6) Moção contrária à aprovação da Emenda 164 do Novo Código Florestal, mantendo-se a diferenciação entre agronegócio e agricultura familiar.

fonte: al.rs.gov.br