terça-feira, 25 de outubro de 2011

Arroio da Pescaria - VIVA

Finalmente depois de muitos anos de espera o popular Valão ganha uma calçada em torno de si e fica com ares de civilização, depois de pelo menos 17 anos, torna-se agradável e até desfrutável e 'caminhável' pois com esta calçada que está sendo construída ao redor dele, poderemos, ou já podemos dar aquela caminhadinha ao final da tarde para 'desestressar' um pouco desta vida agitadíssima que levamos todos os dias.

Eu falo em pelo menos 17 anos, pois quando entrei nesta cidade(e não me arrependo e se Deus quiser não saio mais), já se falava que havia vindo verba para a urbanização do 'valo', e a cada eleição eu escutava, que vamos fazer isto e aquilo do nosso valo, e o que eu via naquele tempo era muito esgoto derramado nele e a mais profunda falta de respeito com a natureza, além do depósito de lixo que era e em certos trechos ainda é, e não é porque estão construindo uma calçada que melhorou da noite pro dia, mas que está ficando mais bonito, ah, sem dúvida está! Sem falar que com a rua mais bonita, as pessoas sentem-se motivadas para cultivarem seus jardins tornando a cidade ainda mais bonita, pois em algumas ruas a primavera já deixa a cidade mais florida e perfumada dando ares de limpeza e bem estar, quem ganha com isto certamente é a população.

Não sei de onde vem a verba e se tem problemas de execução, penso que deva ter, outro dia percebi comentários sobre cadeirantes em dias de chuva, ainda é hora de consertar antes de inaugurar. 

Já pensaram, a tarde, uma caminhada ao longo do 'Valão' ou ainda um chimarrão... etc., e com as obras de esgoto andando a mil pela cidade, logo nem esgoto mais teremos no nosso arroio. 

QUE BELEZA, uma obra para ficar, basta agora a população cuidar do que é nosso!
Bem, o que ainda falta nesta avenida, e não é difícil de fazer, é uma ciclovia. Prefeito pense nisto!

Arilson Wunsch 

domingo, 23 de outubro de 2011

Torneio da Amizade - Um show para as crianças

Torneio de Futebol, muitos jovens presentes, provando que o jovem precisa de ocupação, para não cair na 
tentação do ilícito. Integração perfeita entre meninos e meninas num animadíssimo jogo de Handebol.



Aconteceu no ''campinho das corujas", na Zona Nova em Capão da Canoa no dia de hoje. Um belíssimo evento promovido pelo treinador "Salada" com apoio da direção da Escola Manoel Medeiros reunindo um grande número de jovens e alunos que durante todo o dia competiram em jogos de futebol e handebol, e ao final todos foram premiados, já ficando marcado outros eventos do mesmo nível.

Salientamos que os jovens se divertiram muito, jogaram bastante sem o compromisso de ter que ganhar alguma coisa e sim somente se divertir e curtir o belo dia de domingo que Deus nos proporcionou.

O que fica deste evento é a lição de que nossos jovens precisam ter ocupações sadias e o esporte tem proporcionado muitas destas 'ocupações'. Que sempre se faça no nosso município este tipo de evento, e que o poder público faça algo pelos jovens e crianças de Capão da Canoa. Não devemos pensar apenas em crescer, que se pense um pouco em desenvolver a cidade proporcionando cidadania e que este exemplo da direção da Escola Manoel Medeiros seja seguido por todos em Capão da Canoa.

Sabemos que temos na cidade o projeto CAE e o Clube de Handebol que faz um brilhante trabalho e também o treinador 'Salada' aqui no bairro São Jorge, dignos de serem citados e respeitados, mas isto é pouco perto do que as crianças da cidade precisam. Nosso 'Salada' faz um trabalho voluntário de treinar as crianças do bairro, à noite no campinho e quadra de futebol que temos no bairro, estes construídos pela administração municipal.


Mais praças, mais campos de futebol, mais diversão sadia para os nossos adolescentes, jovens e crianças.

Sabemos que muitos talentos saem de campos como estes e com certeza no dia de hoje vimos alguns deles jogando.

Logicamente, como amante do esporte e ex- treinador de escolinha de futebol, de forma voluntária, em Roca Sales 1992, estive presente para colaborar e também me divertir um pouco.

Boa semana a todos, sabemos que esta é uma semana muito especial. 

Arilson Wunsch


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A difícil missão do professor

O papel desempenhado pelo educador vem passando por um intenso processo de transformação nas últimas décadas, reflexo das constantes mudanças da sociedade, o que acaba gerando conflitos e demandas que servem como obstáculos a serem vencidos. Um dos principais desafios encontrados pelo professor/educador consiste em administrar comportamentos de alunos. Atitudes inadequadas a conflitos diretos com colegas e professores, surgem como as maiores preocupações da escola, atualmente.

A causa desses conflitos pode estar desde a distorção dos valores morais e questões de desestruturação familiar e emocional a problemas culturais, e do relacionamento conturbado por que passa a sociedade atual.
Diante disso, a educação é a única maneira de formar uma nova geração de cidadãos. A Escola, em última análise, contribui de forma decisiva na formação de homens e mulheres de caráter.

Eis a difícil missão do educador: vislumbrar uma forma de interação do educando com o meio e através dela um melhor convívio com a sociedade - um mundo onde a violência desgraça, onde o ser humano vem perdendo o senso de fraternidade e de solidariedade; um mundo onde a robotização transforma o ser humano em máquina de produzir e superar todos os limites materiais; mundo que tenta resumir o ser humano a uma simples máquina de fabricar dinheiro e projetá-lo sob as luzes e holofotes da fama.

Há muito tempo vem se discutindo o papel da escola na formação da sociedade, onde o professor é o pilar central para se obter uma educação de qualidade. Ironicamente, o professor é um dos profissionais menos remunerados, num país em que os governantes insistem em dizer ser a Educação, prioridade.

A opinião pública está acostumada a ouvir falar das mazelas que atingem a educação: dos problemas da baixa qualidade da escola pública, da falta de condições de trabalho, e sobretudo do baixo salário pago e da pouca importância que os governos dão às questões do magistério.

Em contrapartida, não há como falar em educação de qualidade sem que haja profissionais qualificados. Daí a necessidade do educador manter-se atualizado e em permanente reciclagem, afim de acompanhar os anseios das novas gerações, que visivelmente, têm características diferentes de uma década atrás.

Isso nos leva a refletir sobre a importância e a complexidade do papel do educador frente aos desafios a que é submetido diariamente, da necessidade de capacitação e atualização constante e da cautela necessária em sua atuação.

O ilustre escritor brasileiro, Augusto Cury, enumera em seu livro “Pais brilhantes, Professores Fascinantes” algumas recomendações aos educadores, tais como:

- “Jamais corrigir o aluno publicamente”– por pior que seja o defeito do educando, não expô-lo diante dos colegas.

- “Não expressar autoridade com agressividade” – mas sim, conduzir ao caminho com firmeza de atitude. Autoritarismo não educa, domestica.

- “Ser paciente e nunca desistir de educar” - É preciso compreender que por trás de cada criança arredia, de cada jovem agressivo, há um ser que precisa de afeto. Estes, testam a qualidade do educador, da mesma forma que os filhos complicados querem testar a grandeza do amor dos pais.

- “Jamais destruir a esperança e os sonhos do aluno” – Sem sonhos não há motivação para caminhar. O mundo pode desabar sobre uma pessoa, ela pode ter perdido tudo na vida, mas se tem esperança e sonhos, ela tem alegria e brilho no olhar. Considere que há um mundo a ser descoberto dentro de cada criança e de cada jovem.

Portanto, é fundamental fazer valer o título de educador, pois a educação é a única ferramenta capaz de transformar o mundo para melhor, e esta, está em suas mãos. Como diz muito bem, o Educador Paulo Freire “Se a educação, por si só, não muda a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda”.
 
Neori Pavan – SINDIÁGUA/RS

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Avenida Rudá é importante para a cidade

Ao longo destes anos que moro em Capão da Canoa, tenho uma simpatia especial pela avenida Rudá, talvez porque quando aqui cheguei ela era pavimentada somente num lado até onde hoje é o Chatô, pois daí adiante, só areia e carro somente do lado de lá. Sim, do lado esquerdo de quem para o bairro, viu que chique antes era vila agora bairro, inciei minha trajetória em Capão trabalhando no laboratório da ETE, Estação de Tratamento de Esgoto da Corsan, no final da Rudá. Minha primeira morada na rua 25, próximo à Rudá lado norte, depois rua 26 lado sul, e agora rua 23 lado norte, embaralhou? Talvez, mas nem tanto. É bom lembrar que sempre perto da Rudá.

Mas voltando ao assunto, mas que assunto mesmo, ah, sim da romântica avenida, percebo que o crescimento em torno da Rudá é muito grande, com muitas obras, comércio, mercadão, escola, farmácia, etc. Viram? A Rudá tem tudo e quem mora no bairro São Jorge tem quase tudo por aqui
Mas, sempre o mas, não? Pois é, falta passeio, calçada para o pedestre andar e olha que tem lugar, ainda tem coisa pior, os camaradas que constroem junto da avenida ocupam o que sobra de passeio para colocar os tapumes de suas obras, deixando o pedestre muitas vezes sem opção senão sair para o meio da rua, isto de dia até que passa, mas a noite coloca muitas vidas em jogo, pois a iluminação pública é muito fraca, é uma escuridão enorme e os motoristas em seus veículos sempre atrasados, parecem que querem flagrar alguma coisa ou ainda tirar o pai da forca, numa velocidade acima do normal e se o pedestre não se cuidar, atropelam. Sem contar nos dias de chuva, aí mesmo o caos se instala, temos que desviar dos tapumes, cuidar para não pisar na água, que é bastante, e ainda cuidar dos carros para não sermos atropelados. 

Ah, ia esquecendo, não falei das bicicletas, que, como já postado noutro comentário, são muitas na nossa cidade e não deixaria de ser na Rudá. Estas também atropelam e machucam as pessoas.
Quanto a iluminação pública, a falta dela também significa falta de segurança. Na última quinta-feira, um estabelecimento comercial foi vítima de assalto. Ao fechar para ir embora, o proprietário foi surpreendido por marginais que levaram o que ganhou no dia de trabalho, certamente se tivesse iluminação adequada talvez isto não aconteceria.

Por falar em segurança pública, será que temos brigadianos suficientes para a nossa demanda?
Sugestões para começar: a prefeitura deveria verificar por toda a cidade o espaço destinado aos pedestres se este está sendo respeitado; na nossa Rudá, faixas de segurança e se precisar quebra molas - olha que tenho veículo, mas o pedestre na nossa cidade é muito desrespeitado; ciclovia ao longo da avenida - é fácil fazer tem espaço então é usar a criatividade, nosso povo anda muito de bicicleta mas é  perigoso, ainda mais nesta época onde todos estão se preparando para a temporada, estamos todos com muita pressa; e, finalmente, uma iluminação que contemple, pois tem vazios de escuridão no nosso bairro muito perigosos para todos.

No futuro falaremos sobre os mesmos problemas, mas a avenida Flávio Boianowski, que seria uma válvula de escape do trânsito intenso da Rudá, está praticamente intransitável, enchendo a Rudá, uma das avenidas mais importantes da cidade.

Arilson Wunsch

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cidade Limpa: será?

Neste final de semana tirei um tempo e fui caminhar pela cidade, fui ''visitar'' minha dentista a pé, aliás, dentista em final de semana ninguém merece... mas voltando a caminhada pela cidade de Capão da Canoa, notamos que está mais limpa, mais bonita, as vitrines das lojas enfeitadas, muitas construções, e o colorido da cidade destacado, isto dá um pouco mais de vida e alegria. Olha, gostei do que vi, pelo menos pela parte mais central da cidade, uma outra visão. Em tempos passados tínhamos muito lixo espalhado, não que agora não tenha ou que está perfeito, não, mas está melhor, parece que no momento atual a coleta de lixo está em dia e porque não dizer que as pessoas, estão mais responsáveis com o meio ambiente e cuidando melhor dos seus lixos.

Por falar em construções, nossa cidade está tomada por construções. Outro dia estive num seminário e lembrei de nossa cidade, o palestrante fez uma reflexão sobre desenvolvimento e lá pelas tantas lascou: ''... crescer por crescer, até as células cancerígenas crescem e se multiplicam...'' pergunto a nós mesmos, será que estamos nos desenvolvendo ou apenas crescendo??? 

É o assunto que escuto por muito tempo por aqui e todos os políticos a cada eleição se manifestam sobre este assunto, mas como num toque de mágica esquecem muito rápido, parece que tem prazo de validade esta discussão. 

O futuro nos cobrará... aliás o presente já nos cobra. Quando tem um feriado prolongado ou um final de semana bom ou ainda no verão, nossa cidade transforma-se, as filas em todos os pontos comerciais são enormes, o trânsito um caos, calor pela tomada do asfalto por toda a cidade, vento mais forte pela canalização em prédios, enfim, muitas mudanças. Claro que nosso carro-chefe econômico é a construção civil, tenho muitos amigos que sobrevivem diretamente ou indiretamente dela, mas tenho certeza que ninguém quer 'matar' a cidade.

Arilson Wunsch 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dia de privatizações e que se dane o povo!


Quarta-feira, 21 de setembro de 2011


A manhã desperta bonita em Florianópolis. Sol amarelo numa cidade que desde o final de agosto só vê chuva. O prenúncio é bom, luz, vida, alegria. Mas, as coisas não são tão simples assim. Não basta que o sol nasça para que haja o bom viver. No dia anterior, emburrado e chuvoso (20.09), o estado inteiro de Santa Catarina sofreu uma perda brutal. A companhia de Água e Saneamento (Casan) foi privatizada. Segundo os deputados cúmplices do crime, o governo seguirá com o controle acionário e garantirá o interesse público. Mas, quem em sã consciência acredita nisso? Qualquer guri de dez anos, com um pouco de cérebro sabe que a casa legislativa catarinense, com alguma exceção, está ali para defender os interesses dos empresários, do capital. E isso é em todo o país. Essa é a regra na democracia liberal, representativa.


Na manhã em que os trabalhadores, sindicalistas e pessoas do povo foram para a Assembléia Legislativa gritar o seu “não” à proposta privatista, a casa que supostamente deveria ser do povo chamou a tropa de choque, como é comum em todas as vezes que o poder se sente ameaçado. A tropa é patrimônio do estado, o estado é opressor e quem quer lutar contra isso sabe que o lombo será chicoteado, porque assim tem sido desde muito tempo. É da natureza do capitalismo defender seus interesses com a força policial do estado. Tudo está ligado.


A água é um bem público e, em tese, não deveria ser uma mercadoria. Qualquer pessoa, em qualquer lugar precisa ter acesso a ela, pois sem água, o ser humano não consegue sobreviver mais de três dias.


Pois agora, em Santa Catarina, a empresa que garante a água está 47% privada. O restante é do estado, mas o estado é amigo do privado e, juntos, eles decidem que o precioso líquido valerá “x”. Que será dos pequenos municípios? Dos lugarejos perdidos no interior? Que será das pessoas e dos lugares que não representarem lucro em potencial? Quem acredita que um empresário que compra uma empresa para auferir lucros estará interessado na situação de um pobre coitado sem acesso à água ou saneamento?


No mesmo dia, esse fatídico 20 de setembro, a Câmara Federal privatizou os hospitais públicos. Dizem os cínicos que é uma empresa estatal. E de fato é. No papel. Na prática, a empresa que vai administrar os hospitais universitários em todo o país, poderá fazer “parcerias” com os planos privados, abrindo duas portas de entrada nos hospitais. A porta dos pobres, dos deserdados, e a dos que podem pagar. Então, numa emergência, ou mesmo no cotidiano da doença, quem vocês acham que será atendido? Até porque no estatuto da lei da “empresa pública” está bem claro: os hospitais deverão cumprir metas, metas de produção. Ora, o que produz um hospital? Produz doentes. Assim, numa situação em que a doença é mercadoria, quanto mais gente doente, melhor! Não é incrível? Talvez por isso tenham liberado o feijão transgênico...


Os trabalhadores das universidades que estão em greve há mais de 100 dias, em luta pelo salário digno e também contra a privatização dos hospitais, estavam lá na Câmara, lutando, dizendo não. Mas, tanto para os deputados cúmplices do capital, assim como para a mídia vendida aos mesmos donos, essa gente não existe. “São os responsáveis pelo rombo do governo, os vagabundos, os que não trabalham”. Mentiras e mais mentiras que são reproduzidas à exaustão para que a população acredite e defenda o que, na verdade, só vai beneficiar a uns poucos.


E assim terminou melancolicamente o 20 de setembro neste país incensado pela imprensa como o que mais cresce na América Latina. Esse é o legado da popular presidente Dilma e seus parceiros.

Nos anos 90, FHC privatizou grandes empresas públicas, extremamente lucrativas, que poderiam financiar com seus ativos a saúde, a educação e tantas outras coisas. Mas, em vez disso, foram entregues a preço de banana aos grandes empresários nacionais e internacionais. Naqueles dias, alguns trabalhadores gritaram e não foram ouvidos. Quem se preocuparia com empresas que produzem aço, minério, cimento? Pois agora, na era PT, o governo vai privatizando a telefonia, a luz, a água e a saúde. Não há dinheiro para bancar esses serviços, diz o governo. Mais uma mentira. No orçamento da União, o governo reserva 44,93% para pagamento de juros de uma dívida ilegítima. Transfere aos estados apenas 9,24%. Investe 2,89% em educação, 3,91% em saúde, 0,06 em cultura e 0,04 em saneamento. Então como é isso? Não tem dinheiro? Precisa privatizar água, luz, telefone e todos os direitos das gentes em nome de quê? Do pagamento da dívida, ilegal e ilegítima.


Assim, a política governamental, os deputados federais, os deputados estaduais, os vereadores, tudo isso está a serviço de um único patrão: o empresariado predador. A eles todas as benesses. Ao povo a precariedade da saúde, a falta de água, a falta de esgoto, os preços caríssimos. Para fechar o círculo da perversidade, ainda abrem linhas de crédito e financiamentos para que os pobres, que com seus salários ficam impossibilitados de consumir as promessas do capitalismo, possam se endividar mais e mais, engordando de forma mais rápida aqueles que mais lucram no mundo: os banqueiros.


É preciso abrir os olhos e ver.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Direito de Greve

Os trabalhadores organizam-se coletivamente para reivindicar seus direitos. A forma democrática e honesta de buscar seus interesses que não são repassados pelos patrões. Tanto a iniciativa privada quanto os governos detentores dos serviços públicos, não respeitam quem realmente constrói a riqueza deste pais: os trabalhadores assalariados.


Correios

Os importantes trabalhadores desta categoria estão em greve há mais de 13 dias. Reivindicam reajustes salariais que não são reajustados já a bastante tempo. Entendemos que o Governo Dilma achata as condições econômicas dos trabalhadores, trazendo desgaste pessoal e de suas famílias, para um serviço muito essencial. É muito essencial, até de segurança nacional. Mas o governo do PT não respeita trabalhador. Não respeita quem é assalariado. Não respeita a sociedade, pois o dinheiro que não é repassado aos salários é utilizado em outras “coisas”.


Entrega do bem público

O que o governo Dilma pretende é, fazer com que a opinião pública se volte contra a classe trabalhadora e fique mais fácil a entrega deste serviço para a iniciativa privada. Constitucionalmente os serviços postais são monopólio da União. Este governo que aí está pretende privatizar os Correios. Só para se ter uma base, a mesma mercadoria enviada por uma transportadora privada é três vezes mais cara que o serviço efetuado pelo Correios.


O que fazer?

Você que tem alguma conta que vem através do Correio, deve procurar a empresa onde você tem um boleto a receber ( todas as empresas tem que ter um telefone ou contato com o cliente), e buscar informa-se como deve proceder para o pagamento de sua dívida. As empresas são obrigadas, conforme informa o Procon, a enviar e fornecer o código de barras,via fax, ou e-mail, para que se proceda o pagamento nos caixas dos bancos ou lotéricas.


Greve dos bancários

Outra categoria que entra em greve. Os bancos no Brasil são as empresas que mais obtiveram lucro. Mas nem isso é suficiente para demover os donos dos bancos da ideia de não repassar a inflação devida aos trabalhadores. Você que as vezes fica horas numa fila de banco, saiba que o culpado não é o caixa. A culpa é dos donos do banco que não contratam pessoas para o atendimento ao público. Já faz muito tempo, incluindo aí os dois governos Lula, onde os bancos foram os que mais lucraram com a especulação financeira, achatando os salários e retirando direitos e demitindo trabalhadores. Tudo isso com a “benção” do governo federal.


Falta de segurança

Outro fator que destrói a vida dos trabalhadores bancários é a falta de investimento dos patrões em segurança no local de trabalho. Casos de sequestro de gerentes e outros funcionários, e até mesmo assaltos nas agências tem se tornado comuns, dada a precariedade do investimento em segurança privada, pois não é importante aos bancos pagar pela segurança da vida dos trabalhadores.

Os trabalhadores em greve tem que ter nosso apoio incondicional. Hoje são as categorias dos Correios e os bancários, amanhã quem sabe?

Arilson Wunsch