sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dia de privatizações e que se dane o povo!


Quarta-feira, 21 de setembro de 2011


A manhã desperta bonita em Florianópolis. Sol amarelo numa cidade que desde o final de agosto só vê chuva. O prenúncio é bom, luz, vida, alegria. Mas, as coisas não são tão simples assim. Não basta que o sol nasça para que haja o bom viver. No dia anterior, emburrado e chuvoso (20.09), o estado inteiro de Santa Catarina sofreu uma perda brutal. A companhia de Água e Saneamento (Casan) foi privatizada. Segundo os deputados cúmplices do crime, o governo seguirá com o controle acionário e garantirá o interesse público. Mas, quem em sã consciência acredita nisso? Qualquer guri de dez anos, com um pouco de cérebro sabe que a casa legislativa catarinense, com alguma exceção, está ali para defender os interesses dos empresários, do capital. E isso é em todo o país. Essa é a regra na democracia liberal, representativa.


Na manhã em que os trabalhadores, sindicalistas e pessoas do povo foram para a Assembléia Legislativa gritar o seu “não” à proposta privatista, a casa que supostamente deveria ser do povo chamou a tropa de choque, como é comum em todas as vezes que o poder se sente ameaçado. A tropa é patrimônio do estado, o estado é opressor e quem quer lutar contra isso sabe que o lombo será chicoteado, porque assim tem sido desde muito tempo. É da natureza do capitalismo defender seus interesses com a força policial do estado. Tudo está ligado.


A água é um bem público e, em tese, não deveria ser uma mercadoria. Qualquer pessoa, em qualquer lugar precisa ter acesso a ela, pois sem água, o ser humano não consegue sobreviver mais de três dias.


Pois agora, em Santa Catarina, a empresa que garante a água está 47% privada. O restante é do estado, mas o estado é amigo do privado e, juntos, eles decidem que o precioso líquido valerá “x”. Que será dos pequenos municípios? Dos lugarejos perdidos no interior? Que será das pessoas e dos lugares que não representarem lucro em potencial? Quem acredita que um empresário que compra uma empresa para auferir lucros estará interessado na situação de um pobre coitado sem acesso à água ou saneamento?


No mesmo dia, esse fatídico 20 de setembro, a Câmara Federal privatizou os hospitais públicos. Dizem os cínicos que é uma empresa estatal. E de fato é. No papel. Na prática, a empresa que vai administrar os hospitais universitários em todo o país, poderá fazer “parcerias” com os planos privados, abrindo duas portas de entrada nos hospitais. A porta dos pobres, dos deserdados, e a dos que podem pagar. Então, numa emergência, ou mesmo no cotidiano da doença, quem vocês acham que será atendido? Até porque no estatuto da lei da “empresa pública” está bem claro: os hospitais deverão cumprir metas, metas de produção. Ora, o que produz um hospital? Produz doentes. Assim, numa situação em que a doença é mercadoria, quanto mais gente doente, melhor! Não é incrível? Talvez por isso tenham liberado o feijão transgênico...


Os trabalhadores das universidades que estão em greve há mais de 100 dias, em luta pelo salário digno e também contra a privatização dos hospitais, estavam lá na Câmara, lutando, dizendo não. Mas, tanto para os deputados cúmplices do capital, assim como para a mídia vendida aos mesmos donos, essa gente não existe. “São os responsáveis pelo rombo do governo, os vagabundos, os que não trabalham”. Mentiras e mais mentiras que são reproduzidas à exaustão para que a população acredite e defenda o que, na verdade, só vai beneficiar a uns poucos.


E assim terminou melancolicamente o 20 de setembro neste país incensado pela imprensa como o que mais cresce na América Latina. Esse é o legado da popular presidente Dilma e seus parceiros.

Nos anos 90, FHC privatizou grandes empresas públicas, extremamente lucrativas, que poderiam financiar com seus ativos a saúde, a educação e tantas outras coisas. Mas, em vez disso, foram entregues a preço de banana aos grandes empresários nacionais e internacionais. Naqueles dias, alguns trabalhadores gritaram e não foram ouvidos. Quem se preocuparia com empresas que produzem aço, minério, cimento? Pois agora, na era PT, o governo vai privatizando a telefonia, a luz, a água e a saúde. Não há dinheiro para bancar esses serviços, diz o governo. Mais uma mentira. No orçamento da União, o governo reserva 44,93% para pagamento de juros de uma dívida ilegítima. Transfere aos estados apenas 9,24%. Investe 2,89% em educação, 3,91% em saúde, 0,06 em cultura e 0,04 em saneamento. Então como é isso? Não tem dinheiro? Precisa privatizar água, luz, telefone e todos os direitos das gentes em nome de quê? Do pagamento da dívida, ilegal e ilegítima.


Assim, a política governamental, os deputados federais, os deputados estaduais, os vereadores, tudo isso está a serviço de um único patrão: o empresariado predador. A eles todas as benesses. Ao povo a precariedade da saúde, a falta de água, a falta de esgoto, os preços caríssimos. Para fechar o círculo da perversidade, ainda abrem linhas de crédito e financiamentos para que os pobres, que com seus salários ficam impossibilitados de consumir as promessas do capitalismo, possam se endividar mais e mais, engordando de forma mais rápida aqueles que mais lucram no mundo: os banqueiros.


É preciso abrir os olhos e ver.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Direito de Greve

Os trabalhadores organizam-se coletivamente para reivindicar seus direitos. A forma democrática e honesta de buscar seus interesses que não são repassados pelos patrões. Tanto a iniciativa privada quanto os governos detentores dos serviços públicos, não respeitam quem realmente constrói a riqueza deste pais: os trabalhadores assalariados.


Correios

Os importantes trabalhadores desta categoria estão em greve há mais de 13 dias. Reivindicam reajustes salariais que não são reajustados já a bastante tempo. Entendemos que o Governo Dilma achata as condições econômicas dos trabalhadores, trazendo desgaste pessoal e de suas famílias, para um serviço muito essencial. É muito essencial, até de segurança nacional. Mas o governo do PT não respeita trabalhador. Não respeita quem é assalariado. Não respeita a sociedade, pois o dinheiro que não é repassado aos salários é utilizado em outras “coisas”.


Entrega do bem público

O que o governo Dilma pretende é, fazer com que a opinião pública se volte contra a classe trabalhadora e fique mais fácil a entrega deste serviço para a iniciativa privada. Constitucionalmente os serviços postais são monopólio da União. Este governo que aí está pretende privatizar os Correios. Só para se ter uma base, a mesma mercadoria enviada por uma transportadora privada é três vezes mais cara que o serviço efetuado pelo Correios.


O que fazer?

Você que tem alguma conta que vem através do Correio, deve procurar a empresa onde você tem um boleto a receber ( todas as empresas tem que ter um telefone ou contato com o cliente), e buscar informa-se como deve proceder para o pagamento de sua dívida. As empresas são obrigadas, conforme informa o Procon, a enviar e fornecer o código de barras,via fax, ou e-mail, para que se proceda o pagamento nos caixas dos bancos ou lotéricas.


Greve dos bancários

Outra categoria que entra em greve. Os bancos no Brasil são as empresas que mais obtiveram lucro. Mas nem isso é suficiente para demover os donos dos bancos da ideia de não repassar a inflação devida aos trabalhadores. Você que as vezes fica horas numa fila de banco, saiba que o culpado não é o caixa. A culpa é dos donos do banco que não contratam pessoas para o atendimento ao público. Já faz muito tempo, incluindo aí os dois governos Lula, onde os bancos foram os que mais lucraram com a especulação financeira, achatando os salários e retirando direitos e demitindo trabalhadores. Tudo isso com a “benção” do governo federal.


Falta de segurança

Outro fator que destrói a vida dos trabalhadores bancários é a falta de investimento dos patrões em segurança no local de trabalho. Casos de sequestro de gerentes e outros funcionários, e até mesmo assaltos nas agências tem se tornado comuns, dada a precariedade do investimento em segurança privada, pois não é importante aos bancos pagar pela segurança da vida dos trabalhadores.

Os trabalhadores em greve tem que ter nosso apoio incondicional. Hoje são as categorias dos Correios e os bancários, amanhã quem sabe?

Arilson Wunsch

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

1864: É fundada a Primeira Internacional Socialista

O dia 28 de setembro de 1864 marca a fundação em Londres da Associação Internacional de Trabalhadores, historicamente conhecida como a Primeira Internacional. Ela esteve conformada com os princípios defendidos por Marx. Pregava a rápida abolição dos exércitos nacionais, o direito à greve e a coletivização dos bens de produção. Suas atividades foram interrompidas pela guerra de 1870, porém retoma os trabalhos em 1889 no Congresso de Paris, já sob o nome de Segunda Internacional. E aí se prepara para sua maior desilusão. Em 1914, ela se move sob os golpes e a propaganda do nacionalismo. Os proletários adotam as posições de seus países de nascimento em nome da “união sagrada”. O proletariado sem fronteira do lema “Proletários de todos os países, uni-vos” era ainda uma distante utopia.

Nos primeiros anos da década de 1860, a conjuntura internacional fez com que lideranças sindicais e ativistas socialistas começassem a pensar em fundar uma organização que reunisse os sentimentos universais a favor da luta dos trabalhadores e das nações oprimidas.

Num dia de setembro de 1864, um jovem trabalhador francês Victor Le Lubez, bateu à porta de Karl Marx em Londres, onde vivia. Solicitou-lhe que lhe indicasse um nome de alguém da classe trabalhadora que falasse alemão para uma reunião organizada por sindicalistas ingleses e franceses. Marx prontamente indicou Johann Eccarius, um alfaiate bastante sério e que se saiu a contento.

A associação internacional dos trabalhadores começando a tomar corpo, Marx, embora abalado com a morte em romântico duelo de Ferdinand Lassalle, o líder dos socialistas alemães e fundador da primeira organização de trabalhadores na Alemanha (a Allgemeinen Deutschen Arbeitervereins), resolveu estar presente no Matins’s Hall em Londres, onde a associação foi anunciada.

Uma conjugação virtuosa de acontecimentos internacionais sacudiu a letargia e as discussões intermináveis em que o mundo revolucionário e sindical se encontrava. Em 1861, o condottiero italiano Giuseppe Garibaldi no comando de suas tropas envergando camisas vermelhas, ocupara a Sicilia e a integrara, juntamente com Nápoles, ao Reino da Itália ainda em formação. O mundo espantou-se com a ousadia daquela ação levada a cabo por tão poucos. A unificação da península foi a primeira derrota depois de muitos anos das forças ultraconservadoras da Europa de então: a Igreja Católica e o Império Austro-húngaro. A isso se somou a notícia do início da Guerra de Secessão nos Estados Unidos e a abolição da escravidão, a rebelião polonesa de 1863 conta o domínio czarista. Em todos esses acontecimentos, houve uma notável onda de solidariedade internacional por aqueles que lutavam a favor da causa da liberdade.

Impactados com o que ocorria no mundo, vários sindicalistas ingleses como George Odger, Cremer e Wheeler, trataram então de dar procedimento a fundação de uma instituição que captasse e canalizasse o sentimento de fraternidade que então brotava: a International Working Men´s Association. Marx, testemunha do evento, confessou a Engels em carta de 4 de novembro de 1864, que “permaneceu o tempo inteiro como uma figura muda”, o que não deveria ser fácil para um homem tão loquaz. Após os discursos elegeu-se um Conselho Geral. Com trabalhadores de várias procedências. Marx, indicado como secretário, era o mais célebre.

A Primeira Internacional Socialista era uma confederação de tendências ideológicas as mais diversas. Além dos sindicalistas puros que não queriam envolver-se na política, haviam os cooperativistas prudhonianos, os republicanos, os democratas radicais seguidores de Mazzini, antigos cartistas ingleses, blanquistas franceses e alemães, seguidores de Lassalle. Solicitaram a Marx que redigisse uma declaração de princípios e os estatutos provisórios.

Quanto ao programa de lutas, ele implicava numa série de reivindicações e propostas, que foram sendo acrescentadas ao longo da curta existência da Primeira Internacional, entre eles: a permanente solidariedade a todos os trabalhadores e as suas lutas; a promoção do trabalho cooperativo; redução da jornada das mulheres e das crianças; difusão da lei da jornada de 10 horas pelo restante das nações; estímulo à organização sindical; o estabelecimento de um Polônia livre e democrática, bem como defesa da autodeterminação das nações, opondo-se firmemente "às imensas usurpações realizadas sem obstáculo por essa potência bárbara, cuja cabeça está em São Petersburgo (a Rússia czarista); exigir que "as sensíveis leis da moral e da justiça, que devem presidir as relações entre indivíduos, sejam as leis supremas das relações entre as nações".

O Conselho Geral da Internacional Socialista foi formado por George Odger (Presidente; George Wheeler (tesoureiro); Karl Marx (secretário pela Alemanha); G.Fontana (pela Itália); J. Holtorp (pela Polônia); Herman Jung (pela Suíça); P. Lebez (pela França). Desnecessário lembrar que foi Karl Marx quem se tornou a alma da organização, trazendo para perto de si gente da sua confiança e, em geral, intelectualmente qualificada para assumir a responsabilidade da divulgação e da enorme correspondência. Para as classes privilegiadas, para os grandes proprietários, os banqueiros, o grande empresariado e mesmo para as classes médias daquela época, o demônio passou a ser mais visível, passou a ter um só nome: a Internacional Socialista, dirigida pelo Doutor Vermelho, Karl Marx.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Parceria Público-Privada no Saneamento

O Brasil conviveu nos anos 1990 com uma grande onda de privatizações, com destaque para o setor energético e de telecomunicações. O setor de saneamento não entrou nessa onda, pelo menos da forma que desejavam os governantes à época, principalmente porque a concessão dos serviços de saneamento não é federal. A atribuição da prestação desses serviços é do município, que pode operar diretamente ou sob regime de concessão privada ou através de contrato de programa quando o operador for público.

A maioria dos municípios brasileiros tem como operadora as companhias estaduais de saneamento, que hoje atendem cerca de 80% da população brasileira.

Apesar de nos últimos anos o setor ter retomado o acesso a recursos financeiros e ao planejamento das ações, as carências são grandes, sobretudo no que se relaciona à coleta e o tratamento de esgotos, além disso, muitas pessoas ainda enfrentam o problema da intermitência no abastecimento de água, ou seja, não têm água disponível 24 horas por dia nos 365 dias do ano. Fato que ocorre com frequência nas periferias das cidades.

Como grande parte dos Municípios, Estados e operadores públicos de saneamento encontram dificuldade de captação de recursos para ampliar os investimentos no setor, seja por falta de capacidade de elaborar projetos, seja pelo limite de endividamento, surge uma alternativa à essas dificuldades: a Parceria Público-Privada (PPP), instituída pela Lei Federal nº 11.079, de 30 de dezembro de 2004, uma “nova” modalidade de privatização.

Segundo a lei, a Parceria Público-Privada é o contrato administrativo de concessão, na modalidade patrocinada ou administrativa.

A concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, quando envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.

A concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou fornecimento instalação de bens.

Não constitui parceria público-privada a concessão comum, assim entendida a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8.987, quando não envolver contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.

Para que se configure PPP é necessário que o valor do contrato não seja inferior a R$ 20 milhões e o tempo do contrato não seja inferior a 5 anos.

Por que somos contra a PPP no Saneamento?

1. Como podemos observar na explicação acima, uma das diferenças entre a concessão comum e a PPP é que o parceiro privado se responsabiliza por financiamento, construção e operação de empreendimentos. Já na concessão patrocinada ou administrativa (PPP), o que difere é a existência de pagamento, ao parceiro privado, por parte da administração publica, ou seja, e a participação sem risco, até porque a legislação das PPPs prevê formas de garantia ao privado.

2. As condições para que o setor público aumente sua intervenção no setor de saneamento foram ampliadas de forma significativa nos últimos anos permitindo que os operadores, principalmente os municipais, se tornem protagonistas das ações de saneamento.  Essas condições foram dadas pela nova legislação nacional; pelo aporte de recursos disponibilizados através do Plano de Aceleração de Crescimento – PAC e pela retomada do planejamento. Além disso o Governo Federal criou uma série de programas e ações que tem por objetivo ajudar na modernização da gestão e qualificação técnica dos profissionais do setor.

3. Segundo o ex-presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas dos Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), Ives Besse em entrevista ao Jornal Valor em 22/03/2011 a PPP “é um bom negócio para as concessionárias privadas de serviços de água e esgoto. Garantem fluxo regular de recursos a longo prazo, já que os contratos são em geral de 20 a 30 anos. O lucro do privado depois de descontar juros, impostos, depreciação e amortização, normalmente é significativo. Já no quinto ano, em média, a rentabilidade chega a 45% numa concessão comum. Nas PPPs essa rentabilidade pode chegar a 70% devido ao forte investimento no início do contrato”.

4. Com relação à PPP no abastecimento de água a situação é mais grave, afinal estamos falando de um monopólio natural, estratégico para o desenvolvimento social e econômico do País e que guarda profunda relação com a saúde pública e o meio ambiente. Por isso é fundamental que o controle desse bem fique a cargo do setor público.

5. Quando analisamos as PPPs já implementadas ou em andamento, o que vemos são contratos para médias ou grandes cidades e regiões metropolitanas, onde a possibilidade de ganho é muito maior,além disso é comum observamos que os projetos retiram da lista de intervenções, locais de difícil execução de obras como favelas e fundos de vale. O setor privado não apresenta propostas de soluções para universalizar o saneamento nas regiões pobres do País. Essa tarefa deixa com o poder público. Outro fato que chama a atenção, é que, normalmente, nas áreas onde se prevê a realização de PPP, os índices de abastecimento de água e coleta de esgotos são significativos, ou seja, requer soma de recursos não tão elevados.

6. Cidades de vários países, como França, Itália, Bolívia, Argentina, entre outros, reestatizaram os serviços de saneamento. Em muitos casos em função do aumento abusivo de tarifa e em outros pela precariedade da prestação dos serviços.

7. É muito mais difícil garantir a participação da sociedade civil em instrumentos de controle social sobre a prestação dos serviços de saneamento quando são operados através de PPP do que quando a operação se da pelo setor público.

Como podemos observar ao analisarmos o item 3 do texto, constatamos que, se é possível o saneamento ser viável para o setor privado, também pode ser para o setor público. O que precisa ser feito é investir cada vez mais no aumento da eficiência e eficácia dos operadores públicos de saneamento.

O que defendemos na defesa da gestão pública do saneamento

1. Um amplo Programa de Recuperação e Revitalização dos operadores públicos de Saneamento como forma de se atingir uma gestão mais eficiente no consumo de energia, na redução de perdas, na modernização de equipamentos, no uso da telemetria, na modernização/automatização da operação, no setor comercial;

2. Defendemos destinação de um percentual do PIB anual como forma de se atingir os investimentos necessários para que em 20 anos o País alcance a universalização do acesso aos serviços de saneamento em quantidade e qualidade adequadas. De acordo com o Ministério das Cidades, para universalizar o saneamento básico em 20 anos é necessário investir R$ 168 bilhões;

3. Desoneração do PIS/COFINS e a criação de instrumentos que garantam que esses recursos integrem um fundo de investimento em saneamento;

4. Um amplo debate nacional sobre a flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal para captação de recursos para o setor;

5. Criação e implementação de instrumentos de controle social para o acompanhamento e fiscalização das ações em saneamento.

6. Por fim acreditamos e defendemos que a Parceria Público-Público (PPP) seja nosso instrumento para manter os serviços sob o controle público. Parceria entre os municípios, os Estados e a União, instrumento já garantido pela Lei 11.107/05 (Lei de Consórcios Públicos) que institui a gestão associada de serviços públicos.

7. Dessa forma, não temos dúvidas que o Brasil alcançara níveis dignos de um País que caminha de forma célere ao desenvolvimento. Desenvolvimento que só será possível quando todo cidadão e cidadã tiverem acesso aos serviços básicos de saneamento.

Edson Aparecido da Silva
Coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental
Assessor de Saneamento da FNU

Arilson Wunsch – Diretor da FN
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Capão é verão – sempre

Pois é, o verão chegando, o Gabinete Itinerante andando pela cidade e as reivindicações como estão?

Será que estamos sendo atendidos ou apenas é marketing da atual administração da cidade? Quando estiveram no bairro São Jorge, fomos, nós os moradores, até lá solicitar algumas melhorias nas ruas do bairro e as mais precárias, salvo melhor juízo eram as ruas 23, 24 e 25 do açougue do Alemão até o Super Ideal, desde a av. Rudá até a Venâncio Aires.

Neste sábado fiquei muito feliz ao sair do Super Ideal e entrar na Rua Feliz – 25, ao ver que a mesma estava asfaltada, mas SURPRESA.... TRISTEZA! Nada de asfalto na rua, apenas até onde o referido mercado utiliza a rua, deve ser para não estragar seus veículos ou ainda melhorar o estacionamento de seus fornecedores. Que lástima, pensei e fiquei indignado na hora e pergunto ao senhor SECRETÁRIO DE OBRAS que além de asfaltar a rua onde mora, o que não é errado, agora favorece um supermercado de grande porte, O QUE É ISSO COMPANHEIRO? Pelo menos dê dignidade aos moradores daquela rua melhorando toda ela, ao menos trocando o calçamento, pois tem cratera que cabe um carro popular dentro. LAMENTÁVEL.

Espero que os nossos pedidos sejam atendidos ainda neste ano, pois a rua 23 está um caos, três gotas de água do céu ou de qualquer lugar, e enchente na rua. E quando não está molhada, a buraqueira é enorme. Por favor, vamos melhorar isto, são só duzentos metros em cada rua citada aqui. Ah, deve ser que não melhora por que não tem mercadão nela...

Sabemos que o prefeito não tem condições de saber de tudo o que os secretários fazem, mas temos a certeza que quando souber, fará alguma coisa, bem é o que esperamos!

Arilson Wunsch

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Que sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra

Capão da Canoa recebe as campeãs brasileiras de handebol

Pois é, mais uma vez o Rio Grande do Sul mostra para o resto do Brasil como se faz, e mais precisamente Capão da Canoa, mostra para o RS e Brasil que aqui tem trabalho sério e dedicado.

Início da carreata das campeãs

Agora, depois da poeira baixando e a imprensa já começando a se interessar por novas matérias, temos que lembrar que a conquista será para sempre e ao receber estas guerreiras no pórtico na segunda-feira (19) na véspera do dia mais importante de nosso Estado, não tinha como não ficar emocionado, pois o feito foi muito grande, aliás, continuação das grandes vitórias para este grupo acostumado a vencer muito. Mas desta vez nada mais e nada menos do que o Brasil está aos seus pés.

Parabéns ao CHCC – Clube de Handebol de Capão da Canoa - por mais esta conquista e ao treinador Regis e sua equipe nossos agradecimentos, pois além de levar o nome da cidade ainda tem o esporte uma forma de educar e manter nossas jovens no caminho correto e sadio.


Chegada da carreata em frente ao Instituto Riachuelo
O CHCC saiu representando o Instituto Riachuelo e fez bonito nas Olimpíadas Escolares e trouxe da Paraíba a taça.

Mais informações sobre as campeãs podem ser obtidas em http://www.chcc.com.br/site/

Arilson Wunsch

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

É preciso planejar a aposentadoria

Aposentadoria causa fortes emoções. Há aqueles que desejam ter o descanso merecido; os que querem, mas têm medo; e outros que não querem nem cogitar a possibilidade.

Hoje, as pessoas que estão chegando à faixa etária de se aposentar têm melhores condições de saúde e maior expectativa de vida. Com a experiência adquirida na orientação de pós-carreira, percebemos uma evolução na visão da aposentadoria.

As pessoas chegam apreensivas a essa fase; mas, com uma visão de futuro mais otimista, elas têm ânsia de continuar vivendo. É preciso traçar as metas antes do ato da aposentadoria, preparar-se e viabilizar condições e recursos que possibilitem a conquista do que se tem por meta.

A aposentadoria é apenas mais uma das mudanças e transições pessoais por que passamos. Um momento de virada, que traz dúvidas, ansiedades, angústias, medos e incertezas, mas pode trazer desafios, realizações, satisfação, crescimento e prazer. Se a aposentadoria é algo previsível, então, por que não começar a se planejar com um tempo adequado para ela?

Um bom exercício pode ser considerar o voluntariado, a possibilidade de uma nova atividade profissional, a participação em grupos ou associações. Ou voltar a estudar, refletir sobre a abertura de um negócio próprio, viajar, estar com a família e o círculo de amigos, resgatar a espiritualidade e enriquecer a vida cultural, dentre muitas outras iniciativas.

Fonte: O Tempo

Arilson Wunsch

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SINDIÁGUA assina Acordo Coletivo 2011/2012

Foi assinado na manhã desta quinta-feira (15), na sede da Corsan, o Acordo Coletivo 2011/2012.

Para o presidente do SINDIÁGUA, Leandro Almeida, este Acordo, além de quebrar o paradigma do ganho real, representa o resgate, com grandes melhorias, do antigo plano PAI, agora PDV.



Leandro ainda salientou que outra conquista importante foi a “queda” parcial (720 dias) dos limitadores, que faziam parte do nosso Acordo desde 2005.

Além dos avanços em várias cláusulas e suas melhorias, este Acordo abre uma perspectiva de mais avanços para o Acordo 2012/2013.

Arilson Wunsch

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Gabinete Itinerante

Passaram-se algumas semanas da presença INÉDITA do gabinete itinerante no bairro São Jorge e até agora não informaram se as reinvindicações do pessoal do bairro estão sendo encaminhadas ou ainda realizadas, mas tenho esperança que até o final do mês de setembro alguma coisa saia do papel. É o que os moradores do bairro esperam.

Cabe lembrar que, apesar de no meu entendimento as obras da praça na Flávio Boianowski ainda não terem terminado, é um belo lugar onde crianças e não tão crianças se divertem. Fica a pergunta: a manutenção da praça fica a cargo da prefeitura ou dos moradores? Pois algumas coisas já começam a dar problema, pelo alto grau de uso que esta praça esportiva tem.

Arilson Wunsch

Só atravesso a rua na faixa de segurança

Manifestações sobre corrupção ganharam as ruas do nosso país neste 7 de setembro, o que é muito legítimo e interessante, pois mostra que a população ainda tem a capacidade de se indignar frente ao que está acontecendo no poder público de todo o país. É tanta gente 'metendo a mão' que fica difícil nós nos localizarmos entre o 'bem e o mal', se é que dá para tratar assim.

Mas o que estamos tentando refletir neste comenetário, é o que realmente é corrupção. Será que somente políticos são corruptos? Em nosso dia a dia não fizemos nada de errado tentando levar vantagem, como por exemplo, furar uma fila? Estacionar em fila dupla ou em lugar proibido? Afinal a paradinha é rápida.

Na estrada, obedecemos a km máxima permitida? A faixa de segurança? Isto daria um dia de conversa. Para se ter ideia, outro dia experimentei parar nas faixas em Capão da Canoa e respeitar o pedestre, uma lástima. Um automóvel KA e uma camionete importada quase atropelaram mãe e filha, criança mesmo, pois me ultrapassaram pela direita e foram embora. No mesmo dia um Golf prata quase me atropelou quando parei antes da faixa, uma barbaridade, mas tenho certeza que estas 'pessoas' tem discurso muito forte quando se fala em corrupção. É muito fácil falar, e muito, mas muito difícil ser de todo correto, olha que nem entrei no caso do Imposto de Renda que renderia bastante.

Antes de irmos para a rua, cobrando respeito pelo dinheiro do povo, deveríamos fazer uma reflexão dos nossos atos.

Arilson Wunsch

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Por favor , não basta ser mulher para ser margarida

Não foi possível ficar alheio a notícia veiculada, no Matéria de Capa, sobre a participação nos dias 16(terça-feira) e 17(quarta-feira) de agosto último, na "4ª Marcha das Margaridas" realizada em Brasilia-DF, de uma caravana de mulheres de Capão da Canoa, formada por Ludiére Rodrigues, Cristina Ramires, Sônia Serra, Aline Serra, Elenita Rolim, Tereza Martin, Bernadete Petzarka, Madalena Flores e Luiza Suvay.

Sabe-se que esse Encontro Nacional  é uma ação estratégica das mulheres trabalhadoras do campo e da floresta para conquistar visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena. Coordenada pelo Movimento Sindical de Trabalhadores Rurais composto pela Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) e por 27 Federações (FETAG). A "Marcha das Margaridas" se consolidou na luta contra a fome, a pobreza e a violência. Esta mobilização de mulheres tem esse nome, como uma forma de homenagear a trabalhadora rural e líder sindical Margarida Alves, que foi brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba em 1983. A sua trajetória sindical foi marcada pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária.

Ao ler a notícia, no Matéria de Capa - Edição 121, meu sentimento foi de perplexidade. Infelizmente, nenhuma das margaridas caponenses, que lá compareceram na marcha, são trabalhadoras rurais. Sequer essas senhoras desempenham qualquer atividade relacionada ao campo. Que contribuição elas dariam ao movimento? Ressalvo, no entanto, que todas elas tem algo em comum. Esse seleto grupo de privilegiadas são filiadas e militantes do Partido dos Trabalhadores de Capão da Canoa. Entre elas, Ludiére, a assessora do Vereador Pedro Dornelles, do PT. Causou surpresa. Também não entendi a participação da Sub-Prefeita de Capão Novo, Elenita Rolim. Abandonou suas atribuições no Distrito e foi se juntar as companheiras campesinas de todo o país. É possível que todas as demandas da comunidade de Capão Novo estejam plenamente em dia.

Lamentável! Faltou seriedade. Não houve preocupação alguma em garantir uma representação qualificada, plural e diversificada do segmento rural caponense. Sequer tiveram o interesse de consultar a EMATER local para identificar as trabalhadoras rurais caponenses que desempenham no dia-a-dia a agricultura familiar.&

Agora! Já que é notícia de interesse público. A CIDADANIA CAPONENSE QUER SABER: Quem escolheu as senhoras integrantes da caravana caponense? Quais os pré-requisitos exigidos para representar, qualitativamente, o município de Capão da Canoa? Quem pagou as passagens aéreas, hospedagem e alimentação? E mais, os dias não trabalhados, na Prefeitura e na Câmara Municipal, pelas servidoras públicas (Ludiére, Cristina, Madalena e Elenita) serão devidamente descontados?

Não quero crer que as despesas dessa equivocada farra turística vá, mais uma vez, para a conta do cidadão contribuinte. Olho Vivo!

João Bassôa