domingo, 28 de abril de 2019

Medida Provisória AUMENTARÁ O PREÇO DA ÁGUA E SEU CHIMARRÃO CUSTARÁ MAIS.

Nessa semana estivemos em Brasília na luta contra a MP 868/2018 que AUMENTARÁ O PREÇO DA ÁGUA. Tempos muito difíceis que estamos enfrentando como sociedade Brasileira, mas eu penso que, assim como no lar muitas vezes temos que passar por provações e dificuldades para realmente valorizar o que temos e tivemos.

Essa medida foi editada pelo governo TEMER/BOLSONARO afinal os dois são a mesma coisa, contra o pobre e o trabalhador.

Mas a MP trata da destruição do saneamento público e a entrega de nosso bem mais precioso para a saúde e para a vida que é a ÁGUA. As empresas privadas que somente visam LUCRO querem esse filé e o governo entreguista está plenamente de acordo com essa situação. Mas se eles querem nosso "SANGUE" até terão, mas somente no final, enquanto tivermos forças vamos resistir por nós, pela sociedade que foi iludida e também pelos menos favorecidos que certamente serão os maiores atingidos com esse CRIME contra as pessoas, aliás pessoas são VOCÊ e EU. Não bastasse a sede do governo pela REFORMA da PREVIDÊNCIA, tem muitas coisas que estão na pauta, exatamente para confundir e desnortear a sociedade.
Gostaria mesmo que os VEREADORES E PREFEITOS de nossos municípios tivessem uma posição sobre o tema, mas uma posição bastante clara visando não os interesses pessoais e sim os interesses da sociedade, pois sabemos que municípios pequenos e médios serão 'privados' dos serviços de saneamento, pois a privada somente quer lucro.

Veja bem, não somos contra empresários, eles devem existir para a geração de emprego, somos contra tornar a sociedade refém de empresas que dirão se as pessoas podem ou não beber água, esse é o crime.

Estivemos em reunião com o relator da matéria Tasso Jereissati do PSDB, que fez um relatório absolutamente destruidor para o saneamento e na sessão da CMMPV, conversando com a liderança do governo a deputada Joice Hasselmann, que até nos ouviu e sabe que estamos certos, mas segue firmemente a cartilha do Paulo Guedes que veio para vender o Brasil, sem dó e piedade do povo brasileiro, e não é só lá não, aqui no Estado o Eduardo Leite segue a mesma cartilha.


O saneamento tem que evoluir sim, mas não privando a sociedade dos serviços de saneamento.

Uma pergunta para finalizar, se alguém souber responder ficaria feliz, onde é que existe uma obra privada, seja de qualquer natureza que não haja um derrame de dinheiro público, direta ou indiretamente.

Sobre o relatório da MPV 868/2018 segue o linck para quem quiser se informar sobre a medida e o fatídico relatório, uma pena que está acontecendo em nosso país, mas essa é a realidade.


https://legis.senado.leg.br/comissoes/comissao;jsessionid=A9236C5D18318F29B6A1E15764E4798D?0&codcol=2237
Hoje lembramos os trabalhadores vítimas de ACIDENTE E DOENÇA DO TRABALHO.
NADA A COMEMORAR.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Edir Macedo foi injustiçado!

Entendo que ao ser cassado o passaporte diplomático do Edir e de sua esposa foi uma injustiça com esse cidadão que, mesmo que muitos não gostem, decidiu 4 das últimas 5 eleições. Explico, entendo que para onde a Igreja Universal pende, a eleição está ganha, e nada mais justo que entregar para esse cidadão esse título. E olha que não estou brincando e nem sendo irônico, eu acredito sinceramente no que estou escrevendo. 

O Edir Macedo é uma personalidade de nosso país, e isso não tem como negar, pois todos os brasileiros conhecem ou já ouviram falar nele, é a legítima definição ou você ama, ou você odeia o cara, mas ele é uma personalidade por tudo que já foi dito e visto sobre esse homem. 

Sem contar a palavra de DEUS que ele espalha pelo mundo afora, se ele usa de forma errada seus dons não tenho nada a ver com isso, mas quantas pessoas ele e sua igreja já tiraram da morte certa? Não há como contar, mas com certeza são milhares ou ainda mais ousado, milhões. A Igreja Universal tem toda uma estrutura onde leva pessoas a Cristo, repito, não entro no mérito do comportamento e sim da mensagem. O pŕoprio Cristo disse, fale de minha palavra pois jamais voltará vazia. 

Enfim, muito se falou sobre esse passaporte mas para o povo que ganha salário mínimo, esse passaporte ou nada é a mesma coisa, não traz nenhum prato de arroz e feijão pra mesa de ninguém, assim como a bolsa de valores, dólar, etc., isso só interessa ao mercado e aos grandões que comandam essa nave que se chama Brasil.

Fico por aqui, muita coisa poderia ser dita sobre isso, mas prefiro terminar. 

Deus no comando. 

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/04/justica-federal-anula-concessao-de-passaporte-diplomatico-para-edir-macedo.shtml



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Olá a tod@s,

Estamos reativando nosso canal de informações para Capão da Canoa, e também trazendo informações gerais dos poderes públicos em todas as esferas.

Objetivo é deixar a população esclarecida com as mais diversas notícias que movimentarão a política e a vida da população brasileira nos próximos dias.

Um grande e fraterno abraço,

Arilson Wunsch

segunda-feira, 12 de março de 2012

Manifestação contra privatização da água

Centenas de pessoas participaram, na última sexta-feira, de um protesto pelas ruas do Centro de Porto Alegre contra o processo de privatização da água. Vestindo camisetas brancas e carregando bandeiras, os manifestantes buscaram chamar atenção da população para os processos de Parceria Público Privadas (PPP) que estão sendo firmadas na área do saneamento no Estado.

O movimento, que começou na Usina do Gasômetro, seguiu pela rua dos Andradas até o Largo Glênio Peres, foi promovido por diversas entidades nacionais. Segundo o secretário-geral do Sindiagua/RS (uma das entidades envolvidas), Arilson Wunsch, muitos governos estão tratando a água como mercadoria. Ele alertou que há muitos conglomerados estrangeiros interessados em lucrar com o consumo de água. "Esse assunto infelizmente não recebe o espaço adequado e acaba não sendo discutido. A população precisa saber o que está sendo tratado e como isso poderá prejudicar a todos. A água é uma das necessidade mais básicas da humanidade e deve ter o tratamento adequado", afirmou.

O tema será levado, entre os dias 21 e 23 de março, ao II Fórum Internacional de Gestão Ambiental "Água e Comunicação: Uma Relação Vital" que será realizado no Teatro Dante Barone, da Assembleia, com organização da Associação Riograndense de Imprensa (ARI). Com este Fórum, a ARI quer promover um debate avançado sobre os cuidados com recursos naturais e mostrar que é necessária a participação da sociedade civil organizada para uma gestão moderna do meio ambiente.

Informações sobre o evento podem ser obtidas no site www.figambiental.com.br, pelo e-mail figa@inoveeventos.srv.br e pelo telefone (51) 3226-6619.

Fonte: Correio do Povo

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ciclistas do mundo, uni-vos!, por Jorge Barcellos*

Nos Estados Unidos, uma propaganda ironizava estudantes que iam para a faculdade de bicicleta, mostrando um ciclista sendo ultrapassado por uma bela moça em um carro. Muito criticado, o anúncio, que terminou retirado, encerrava-se com a frase “Deixe de pedalar... comece a dirigir”. O contrário bem que poderia ser o tema do 1º Fórum Mundial da Bicicleta, a ser realizado em Porto Alegre nos próximos dias. “Deixe de dirigir... comece a pedalar” é a utopia que só pode surgir na sociedade onde o automóvel cobra alto preço por sua existência. Mas, para que o seminário dê frutos e não se transforme em apenas mais um evento da Capital, seus participantes terão de responder a duas questões essenciais.

A primeira é como recuperar a necessidade da velocidade democrática. Quando foi inventado, o automóvel proporcionou a experiência inédita de andar mais rápido que diligências, carruagens, trens e bicicletas. Antes, a velocidade era democrática: todos andavam na mesma velocidade, diz André Gorz. O carro estabeleceu uma velocidade de deslocamento para a elite e outra para o povo. Mais: ele gerou uma nova forma de alienação, já que, enquanto o ciclista é capaz de consertar seu veículo, o motorista torna-se dependente de especialistas que cobram caro por seus serviços. Num mundo onde todos querem ir a qualquer lugar mais rápido, como colocar a necessidade de ir devagar?

A segunda questão é como transformar o ciclismo em questão política. No passado, no tempo em que a distância entre o mundo onde se vive e o mundo onde se trabalha era menor, a bicicleta era um bem comum e a maioria dos trabalhadores a possuía para trabalhar. Fazia parte, portanto, dos procedimentos relativos à vida nas cidades – da pólis, daí política – o uso da bicicleta. Paradoxalmente, o que despolitizou o ciclismo foi o seu afastamento das camadas populares, transformado em esporte de elite, e a progressiva transformação do automóvel de bem de elite para bem popular. Hoje, quase todo mundo tem carro mas muitos não têm bicicleta. Tornamos as cidades inabitáveis ao deixarmos de ser proprietários de bicicletas para nos tornarmos consumidores de automóveis.

Mas politizar o ciclismo não é apenas pensá-lo somente no campo das políticas de mobilidade, atual estágio da discussão. É preciso ir mais além, pensar o bicicletar como um novo humanismo – “Pedalo, logo existo” –, como diz Marc Augé. Não optamos pela bicicleta porque gasta menos energia ou polui menos, argumento produtivista que esquece o mais importante: optamos pela bicicleta porque ela possibilita ao cidadão experienciar a cidade como espaço de aventura, lugar de descobertas, possibilitando às pessoas se encontrarem em vez de ficarem reclusas em suas casas com medo da violência. A bicicleta transforma a vida social, aprende-se a “pedalar junto”, e isto ajuda os cidadãos a tomar consciência de si mesmos e dos lugares que habitam.

Quem diria! O velho sonho comunista encontrou uma forma secreta para retornar, agora sem sangue e sem revolução: a partir de um mundo onde simples bicicletas são de todos, onde podemos pegá-las onde quer que estejamos para deixá-las logo adiante para outra pessoa, reinventamos a ideia de bem comum tão cara à esquerda. Não é o que as experiências ciclísticas de Barcelona e Paris já mostram? A Revolução Ciclista ainda não se consumou. É preciso fazê-la o quanto antes. Ciclistas do mundo, uni-vos!

*DOUTORANDO EM EDUCAÇÃO/UFRGS

*matéria publicada no jornal Zero Hora do dia 24/02/2012

Multiplicadores de pedaladas

De tanto ver o chefe chegar ao trabalho de bicicleta, em Blumenau (SC), surgiu a reivindicação: os funcionários queriam fazer o mesmo. A partir daí, o empresário gaúcho Eldon Jung já forneceu bikes a mais de 20 colaboradores, com a promessa de que, se as usassem por um ano, ficariam com elas em definitivo.

Aos 71 anos, Jung aparenta menos. Conta que deixou de fazer duas cirurgias devido às pedaladas. O humor também evoluiu. Quando ia de carro, os empregados que conversavam no intervalo saíam de perto se ele se aproximava, temendo repreensão. Isso mudou com a bicicleta.

– Na época, meus filhos disseram que eu não precisava ir todos os dias à empresa. Depois, vieram me perguntar por que eu quase não aparecia. Disseram que os colaboradores gostavam quando eu estava lá. Isso quer dizer que eu mudei – diz Jung, criador da ABCiclovias.

Outra pessoa que influenciou costumes foi a cientista social Renata Signoretti, 25 anos. Moradora da Capital, ela faz em 20 minutos o percurso até o campus central da UFRGS, onde trabalha. Lá, espalhou a paixão pela bicicleta e ganhou a adesão da chefe.

– Ela entrou para o Massa Crítica (grupo que incentiva o uso de bicicletas). Além disso, conseguiu um bicicletário para o Salão de Atos da UFRGS – comemorou.

Ande com cuidado
- Andar de bicicleta faz bem para a saúde e é divertido. Mas é importante seguir regras.
- Crianças não devem andar perto de carros. Precisam ir a um lugar seguro, como um parque.
- É bom ficar a uma distância segura de outras pessoas e bicicletas, para ninguém se ferir.
- Materiais de proteção, como capacetes, evitam machucados mesmo se a pessoa cair.

*matéria publicada no jornal Zero Hora do dia 24/02/2012

Hora de acordar para a bicicleta

Embora muitos brasileiros relacionem sofisticação à posse de automóveis, é a bicicleta que ganha terreno como símbolo de desenvolvimento. A circulação maciça sobre duas rodas em cidades do Primeiro Mundo, onde a alternativa chega a ser oferecida quase de graça à população, demonstra que pedalar se consolidou como um modo de vida nas nações mais civilizadas.

Uma das razões para isso é que as principais cidades desses países enfrentaram antes dilemas como falta de espaço, problemas de trânsito e excesso de poluição – elementos que os porto-alegrenses discutem desde ontem até domingo no Fórum Mundial da Bicicleta. Conforme a diretora de projetos e operações da ONG Embarq Brasil, Daniela Facchini, o uso das bicicletas já faz parte da cultura da população, principalmente na Europa.

– Aqui, o carro ainda é visto como símbolo de status. Lá, há uma conscientização sobre questões como trânsito e ambiente, que começa nas escolas – afirma.

Essa relação se reflete em números. As 20 cidades consideradas mais favoráveis ao uso da bicicleta, de acordo com relatório da consultoria dinamarquesa Copenhagenize, estão em países com PIB anual per capita médio de US$ 36 mil – enquanto a cifra mundial é três vezes menor.

Em comparação ao topo da lista, percebe-se o quanto Porto Alegre está distante. Enquanto a primeira colocada, Amsterdam, na Holanda, tem mais de 400 quilômetros de ciclovias, a Capital soma cerca de oito quilômetros – 50 vezes menos. Mas a infraestrutura necessária para que se use a bicicleta como meio de transporte – e não apenas de lazer – é bem mais complexa.

– São necessários estacionamentos próprios, tanto em pontos de conexão com outros meios de transporte, quanto nos locais de trabalho – sustenta Daniela.

As vantagens de se deslocar sobre duas rodas de forma rotineira, conforme o professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) João Fortini Albano, são inúmeras. No espaço onde cabe um carro, é possível estacionar 10 bicicletas. Em distâncias de 400 metros a 1,5 quilômetro em grandes cidades, o trajeto é percorrido mais rapidamente sobre duas rodas. E tudo isso sem impacto ambiental – a cada 5 mil bicicletas em circulação, deixam de ser lançadas 6,5 toneladas de poluentes na atmosfera.

Essas comparações estimulam projetos como a oferta de bicicletas públicas, a exemplo de Paris.

– Na Europa, há uma conscientização muito grande. Aqui, estamos acordando para isso e percebendo que bicicleta não é só para o deslocamento do pobre ou o lazer do rico. É solução de problemas – observa Albano.

Conforme Albano e Daniela, a situação vem melhorando – como exemplifica o caso do arquiteto da Capital Fabrício Schwendler, 35 anos. Ele pedala de casa, em Ipanema, na Zona Sul, até o trabalho, na Cidade Baixa.

– Sempre que vou ao escritório de bike chego mais disposto. Consigo me desligar mais do mundo, faço quase que uma meditação durante o percurso. De carro, me sinto mais preguiçoso – afirma.

*matéria publicada no jornal Zero Hora do dia 24/02/2012